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26/07/2021

Em evento com empresários, Guedes defende reforma tributária ampla

Em evento com empresários, Guedes defende reforma tributária ampla

Ministro da Economia reafirmou que acredita no apoio do presidente Jair Bolsonaro e também do Congresso

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu que a reforma tributária seja ampla. Em um evento promovido pela Confederação Nacional das Indústrias, ele se disse satisfeito com o ritmo em que as reformas estão seguindo. Na pauta econômica, o governo tem como prioridades para esse ano as reformas tributária e administrativa. Ambas tramitam no Congresso Nacional e ainda precisam ser aprovadas pela Câmara e pelo Senado. Paulo Guedes reafirmou que acredita no apoio do presidente Jair Bolsonaro a pauta e também do Congresso — apontando que a maioria dos parlamentares é de centro-direita. Segundo ele, uma reforma tributária ampla é pensada desde a campanha eleitoral de 2018, mas o debate acabou sendo interditado.

“Mas foi interditado o debate. O debate da reforma ampla foi interditado. Ele será retomado. Ela será bem ampla, a reforma. Nós tínhamos que, realmente, acabar com esse manicômio tributário que nós temos.” O governo federal já enviou ao legislativo duas propostas de reforma tributária. A primeira é uma unificação do PIS e da Cofins, que são foi tributos federais, com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços. A segunda prevê mudanças nas regras do imposto de renda, com aumento da faixa de isenção e novos valores nas alíquotas. O ministro Paulo Guedes destacou que, apesar de ampla, a reforma vem por capítulos. “O primeiro capitulo é um passo humilde, simbólico, conveniente e convite ao avanço. Tributar os mais afluentes e desnortear as empresas e os assalariados. Esse é um segundo capítulo. Pode ter um terceiro, um quarto.”

Em tramitação no Senado, um dos textos mencionados por Guedes refinancia dívidas ao definir novos prazos e descontos para pagamentos de débitos de pessoas físicas e jurídicas com a União. Paulo Guedes também rebateu criticas de que o relatório da reforma do IR ao reduzir a tributação sobre empresas, crie uma perda de quase R$ 30 bilhões aos cofres públicos. “Nós combinamos que vamos para o risco. Nós preferimos errar para o outro lado se tiver que errar. E a hora de errar é agora. Se a arrecadação é de R$ 200 bilhões acima. Será que não posso arriscar R$ 30 bi?” O relator da reforma do IR, o deputado Celso Sabino, vem trabalhando para diminuir a resistência e as críticas de Estados e municípios ao texto. Ele propõe criar uma espécie de seguro para garantir que a redução da alíquota cobrada das empresas não prejudique a arrecadação dos governos estaduais e municipais.

Fonte: Jovem Pan

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