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27/10/2015

Exposição resgata parte da história da carreira do Fiscal Tributário Estadual

A 1ª Delegacia Sindical de Campo Grande, com o apoio da Diretoria Executiva do Sindate, realizou a Exposição “Memórias e Histórias” em comemoração ao Dia do Fiscal Tributário Estadual e aos 26 anos de fundação do sindicato.

O acervo composto por máquinas de datilografia, antigas calculadoras e autenticadoras, malotes, fotos, equipamentos de radiocomunicação, móveis, cadeiras e uniformes, dentre outros objetos e documentos, resgataram parte da história da categoria e do fisco. As peças foram coletadas pelo delegado sindical de Campo Grande Hésio José da Silva e pela vice-delegada Márcia Ribeiro.

Peças antigas utilizadas na fiscalização de tributos no Estado trouxeram nostalgia para quem fez parte da história da evolução da categoria e da modernização da Secretaria de Estado de Fazenda – SEFAZ/MS.

Fiscal Tributário Estadual há 27 anos, Silnéia Magali Martinez é aposentada e relembra as dificuldades enfrentadas pelos FTEs no início da carreira. “Inicialmente, a opção do concurso era o Posto Fiscal XV de Novembro, os interestaduais e internacionais. Optei pelo município de Dourados – Posto Fiscal Prudêncio Thomaz –, onde estava iniciando a carreira no fisco uma equipe formada somente por mulheres. A verificação das notas era feita de forma totalmente manual. Não havia telefone, era um único sanitário e um quarto para pelo menos cinco servidores”, contou.

“Foram aproximadamente 15 anos com as mesmas máquinas, as mesmas calculadoras. A informação chegava por meio de telex e via rádio. A modernização começou no ano de 2000, com a chegada da era digital dos computadores e em seguida com a criação do E-Fronteiras, que foi se adaptando às nossas necessidades”, lembrou.

“É uma alegria imensa ter feito parte dessa história. Fomos em busca das peças para a exposição com entusiasmo, pois é a vida da gente. Foram 27 anos de uma carreira feliz, trabalhando plenamente em um atividade na qual eu me realizei”, finalizou Silnéia.

Já o FTE e presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Grupo Tributação, Arrecadação e Fiscalização (Aaposentaf) Robercy Victorio da Silva, recordou os avanços na nomenclatura do cargo de FTE e o processo de criação do Sindate.

“Ingressei no Estado no ano de 1962 no cargo de Guarda Fiscal, padrão M, considerado um cargo político, não de concurso público. Na época éramos designados para trabalhar nos postos fiscais arcando com o próprio custeio. Do cargo de guarda fiscal passou a ser Agente de Fiscalização Tributária – AFT e Exator níveis 1, 2, 3 e 4. Essas classificações dependiam muito da receita de Exatoria”, explicou.

“Trabalhei como chefe da Exatoria de Porto Murtinho por 18 anos. Até o ano de 1970 não se recebia dinheiro, e sim um montante de selos e os fiscais tinham porte de arma, pois o exator era considerado uma autoridade no município”, continuou.

“No ano de 1981 foi realizado o primeiro concurso público, quando se unificaram todos os outros cargos para Agente Tributário Estadual, cargo suplementar ao do Agente Fazendário. Em seguida viajamos o Estado todo para montarmos a primeira Associação dos Agentes Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul, a ATE/MS. Fui presidente por duas gestões. Tenho a satisfação de ao longo dessa minha trajetória ver a categoria hoje realizada”, concluiu Robercy.

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