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17/01/2020

Inadimplência cai pelo 2º mês seguido, mas ainda atinge 61 milhões de brasileiros

A inadimplência caiu pelo segundo mês seguido em dezembro e encerrou o ano de 2019 com um recuo de 0,2%, na comparação com o ano anterior, segundo divulgou nesta quinta-feira (16) a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Em novembro, a inadimplência do consumidor já havia registrado queda de 0,3%, a primeira em mais de dois anos. Em dezembro do ano passado, houve alta de 4,4% na comparação anual.

Apesar do recuo, a estimativa é que 61 milhões de brasileiros tenham começado o ano de 2020 com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. No final de 2018, a pesquisa chegou a estimar o número de inadimplentes em mais de 63 milhões.

Segundo o SPC Brasil, a inadimplência mais bem-comportada reflete um cenário de recuperação de crédito e de melhora gradual da conjuntura econômica, e também algumas ações pontuais, como campanhas de renegociação de dívidas e a liberação dos saques do FGTS.

Nordeste lidera queda da inadimplência

Segundo o levantamento, o Nordeste apresentou a queda mais expressiva na quantidade de inadimplentes, com recuo de 3,2% na comparação com dezembro de 2018. No Sudeste, o recuo foi de 0,7%, ao passo que no Norte e no Centro-Oeste, houve alta de 4,8% e de 3,8%, respectivamente.

O Norte segue como a região com a maior inadimplência em termos proporcionais. A estimativa é que 47,2% dos adultos, ou 5,9 milhões de consumidores estejam com o CPF negativado. Em seguida aparece o Centro-Oeste (42,4% ou 5,1 milhões de inadimplentes), Nordeste (40,2% ou 16,6 milhões de negativados), Sudeste (37,4% ou 25,2 milhões de pessoas com contas em atraso) e Sul (35,5% ou 8,2 milhões de inadimplentes.

Inadimplência por idade

O indicador mostra também que a maior queda da inadimplência foi entre a população mais jovem. Na faixa de 18 a 24 anos, houve recuo de 21%. Também houve uma diminuição significativa do número de devedores entre os que têm de 25 a 29 anos (-11,2%) e entre 30 e 39 anos (-3,2%).

Já entre os idosos de 65 a 84 anos, a inadimplência cresceu 3,7%. Considerando as pessoas de 50 a 64 anos, houve uma alta de 1,8% na inadimplência. Na faixa entre 40 e 49 anos, o aumento foi menor, de 0,8%.

Segundo a pesquisa, cada consumidor inadimplente deve, em média, R$ 3.257,91.

Do total de inadimplentes, mais da metade (52,8%) têm dívidas em atraso de até R$ 1.000.

Em dezembro, o recuo mais expressivo da inadimplência se deu nas dívidas com o setor de comunicação, que englobam contas de telefonia, internet e TV por assinatura, com uma redução de 16,4%.

Na sequência, as maiores quedas na inadimplência ocorreram nas dívidas bancárias (-1,9%), que levam em conta cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos.

Já o as dívidas contraídas no comércio via crediário subiram 0,9%, enquanto as pendências básicas com água e luz cresceram 2,1%.

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