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22/03/2018

Meirelles avalia que corte de juros é ‘importante’ e que não há risco de inflação subir neste momento

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, avaliou como “importante” a redução da taxa básica de juros para 6,5% ao ano e que não há risco da inflação subir neste momento. A avaliação foi feita na manhã desta quinta-feira (22) em entrevista à Rádio Piratinga, de São José dos Campos (SP).

A nova redução da taxa básica de juros da economia brasileira, que foi de 6,75% ao ano para 6,5% ao ano, foi anunciada na quarta-feira (21) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

“É uma redução importante. Em primeiro lugar porque é viabilizada porque a inflação está baixa e isso é excepcional. Inflação baixa permite que os salários mantenham o poder de compra. A inflação baixa é fundamental para a economia como um todo”, disse.

O ministro Henrique Meirelles ainda afirmou que o novo corte na taxa de juros – a 12º consecutiva na Selic – sinaliza uma avaliação positiva do Banco Central com relação à inflação e que a medida estimula a economia. A taxa de 6,5% ao ano é a menor desde a adoção do regime de metas para a inflação, em 1999, e também de toda a série histórica do BC, iniciada em 1986.

“Além do fato que isso significou a avaliação do Banco Central de que a inflação está sob controle e que não há risco da inflação subir nesse momento, isso [a redução na taxa de juros] termina por se espalhar para o restante da economia e é extremamente positivo para todos porque permite exatamente comprar bem e financiamentos melhores”.

O que é a taxa Selic e como ela interfere na economia

A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Ela influencia na forma como as pessoas conseguem dinheiro nos bancos. Quanto mais alta a Selic, mais “caro” fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores.

O BC observa o comportamento da inflação para decidir o que fazer com os juros. Quando a inflação está alta, considera-se que não há espaço para cortar os juros. Isso porque, se os juros ficam mais baixos, as pessoas se sentem mais estimuladas a consumir. E, com mais demanda pelos produtos, a tendência seria que os preços subissem mais ainda.

Como as decisões são tomadas

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%. Para 2019, é de 4,25%. O sistema, porém, prevê uma margem de tolerância, para cima e para baixo. Isso significa que a meta não seria descumprida pelo Banco Central caso a inflação neste ano ficasse entre 2,5% e 6,5%.

Normalmente, quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. A expectativa é que a subida da taxa também eleve os juros cobrados pelos bancos, ou seja, que o crédito fique mais caro e, com isso, freie o consumo, fazendo a inflação cair. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo neste momento. Para 2018 e 2019, o mercado estima um IPCA de 3,63% e de 4,20%, respectivamente.

Fonte: G1

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