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11/03/2016
Setor de serviços recua 5% em janeiro, diz IBGE

O volume do setor de serviços do país iniciou 2016 em queda de 5% frente ao mesmo período do ano passado e registrou o pior resultado para janeiro desde 2012, quando teve início a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a 10ª baixa seguida do indicador. No mês anterior, o recuo também havia sido de 5%. Em 12 meses, o setor acumula queda de 3,7%.

De dezembro para janeiro, recuaram os serviços prestados às famílias (-4,1%), os serviços de informação e comunicação (-2,1%), os serviços profissionais, administrativos e complementares (-9,1%), transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-5,8%) e outros serviços (-7,9%).

"[Os serviços prestados às famílias] tiveram uma ligeira melhora justamente por janeiro ser um mês de férias. Mesmo assim, ficou abaixo do que teve em janeiro do ano passado. Aí entra a questão da retração da renda das famílias”, disse Roberto Saldanha, técnico de serviços e comércio do IBGE.

De acordo com o peso que têm sobre o indicador,  as principais influências para a queda de 5% partiram de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio e Serviços profissionais, administrativos e complementares, Serviços de informação e comunicação, outros serviços e serviços prestados às famílias.

"A queda foi generalizada e em todos os segmentos. Muito embora o segmento de serviços prestados às famílias tenha tido uma queda menor [em janeiro], o serviço de informação e comunicação, que tem o maior peso [sobre o total do setor], teve retração de 2,1%”, analisou Saldanha.

Segundo Saldanha, “isso tudo se justifica pela própria fase que as empresas estão passando. Então, as empresas estão cortando gasto em propaganda e cortando ou adiando seus investimentos. Isso repercute em menor contratação de serviços nas suas diversas áreas”.

Onde caiu mais

Na comparação com janeiro do ano passado, o setor de serviços cresceu em 7 das 27 Unidades da Federação. No Mato Grosso, a alta foi de 17,5%, no Distrito Federal, de 13,3%, em Roraima, de 11,2%, em Alagoas, de 6,3%, em Mato Grosso do Sul, de 3,8%, em Rondônia, de 1,4%, e Ceará, de 0,4%. Na outra ponta estão Amapá, com queda de 19,1%, Amazonas, 14%, e Pernambuco, 11,4%.

Fonte: G1

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