35% das grandes empresas estão em estágio inicial na reforma tributária, aponta levantamento

- Levantamento da Thomson Reuters mostra que outras 35% estão em nível avançado de adaptação - Empresa diz que ainda há tempo para adaptar sistemas até janeiro de 2026

Essa página teve 161 visualizações


15/10/2025 - 09:09

Levantamento da Thomson Reuters mostra que 35% das empresas consultadas se encontram em estágios avançados de preparação para a reforma tributária, que começa a ser implantada em janeiro de 2026. Outros 35% ainda estão em estágio inicial, enquanto os 30% restantes declaram estar em um nível intermediário de planejamento.

Foram consultadas apenas companhias de grande porte, com questionários respondidos por profissionais de departamentos tributários entre julho e agosto de 2025.

A Thomson Reuters avalia que, nos últimos meses, houve avanço na preparação dessas empresas e que ainda há tempo para que todas cheguem a janeiro de 2026 prontas para cumprir as novas obrigações: emitir documentos fiscais com as informações dos novos tributos.

Aquelas que estão em estágios avançados, segundo a consultoria, estão prontas não só para esse início de transição; elas também já avançaram na reestruturação do seu modelo de negócios, de olho nas mudanças trazidas pela reforma a partir de 2027.

Os dados mostram também que houve avanço significativo neste ano em relação aos números verificados em 2024, antes da aprovação da lei que regulamentou os principais pontos da reforma. Na época, 77% estavam nos estágios iniA publicação da Lei Complementar 214, em janeiro de 2025, foi um dos principais impulsionadores da mudança, acelerando a preparação das organizações.

A pesquisa mostra ainda que 69% dos entrevistados esperam efeitos significativos, sejam eles positivos ou negativos, da reforma tributária em suas empresas nos próximos cinco anos, e que 28% contrataram consultorias externas para ajudar no trabalho de adaptação.

Luciano Idésio, vice-presidente Latam para o segmento corporativo da Thomson Reuters, afirma que muitos clientes têm dificuldade em definir como começar a jornada da reforma tributária, que vai além da área fiscal. "Apesar de ser uma companhia de tecnologia e conteúdo, acabamos trazendo também um serviço de consultoria que leva para os clientes como priorizar seu planejamento."

Outra dificuldade é a falta de profissionais disponíveis no mercado para serem contratados, o que leva muitas empresas a procurar consultores para ajudá-los. "Esse indicador dos 28% reflete essa mensagem, que as consultorias estão sendo demandadas também por uma falta de profissionais disponíveis para atuar nas empresas", afirma.

A falta de regulamentação de alguns pontos da reforma e restrições de orçamento estão entre as questões que podem explicar o atraso na preparação de algumas empresas em nível intermediário. Em alguns casos, o próprio investimento pode depender de uma definição mais clara da legislação.

A Thomson Reuters é uma das empresas que participam do piloto da reforma tributária, no ambiente de testes do novo portal do governo federal, e também possui clientes que estão dentro dessa iniciativa.

A empresa disponibilizou em julho a nova versão dos documentos fiscais eletrônicos já atualizados e muitos clientes já estão emitindo suas notas de forma integrada com os ERPs. Outras estão atualizando seus sistemas para iniciar esses testes.mson Reuters, o senso de urgência finalmente se traduziu em ações concretas, com uma redução drástica no número de companhias nos estágios iniciais de preparação e um salto naquelas que já investem ativamente na transição.

Edinilson Apolinário, diretor de tributos e conteúdo e líder de reforma tributária da Thomson Reuters, afirma que, como não houve mudanças estruturais nos documentos fiscais (exceto para setores com questões específicas), é possível fazer a adaptação nesses três meses.

"Para quem não fez nada, é um desafio maior. Mas em três meses de projeto, pela nossa experiência e pelo nosso perfil de cliente corporativo, se a empresa começar agora ainda consegue fazer uma boa adaptação de documentos fiscais em janeiro."

Ele afirma que as empresas que estão mais avançadas estão olhando além da entrega para o fisco em 2026 e estão abrindo uma distância em termos de competitividade e adaptação dos seus modelos de negócios em relação aos concorrentes.

"Quem está avançado já ultrapassou essa questão de documento fiscal. Essas empresas estão criando um diferencial competitivo por serem pioneiras nesse processo."

 

FONTE: Folha de São Paulo 

FOTO: Adolar/ Folha de São Paulo 

 

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Feliz Dia Internacional da Mulher

Uma homenagem da Diretoria Executiva do Sindifiscal/MS

Nova regra prevê multa de até R$ 17,5 mil a passageiro indisciplinado

Medida também prevê proibição de embarque em voos domésticos por até 12 meses

Cuidado que faz a diferença: conheça o serviço de Assistência Social do Sindifiscal/MS

Objetivo é oferecer suporte e orientação aos filiados em momentos importantes




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---