Brasil deve sair da recessão no primeiro trimestre de 2017, diz Meirelles



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02/02/2017 - 00:00

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, avaliou ontem (1º) que a economia brasileira está em processo de retomada do crescimento e que a expectativa é de que o país saia da recessão já no primeiro trimestre d 2017.

“A nossa expectativa é de um crescimento moderado no primeiro trimestre”, disse o ministro a jornalistas. Ele participou de um evento de Credit Suisse em São Paulo.

Questionado se essa variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB) garantirá a saída da recessão, o ministro respondeu que sim. “Nossa expectativa é que sim, saia da recessão. (O PIB) Cresce a uma taxa moderada no primeiro trimestre, mas já entra em uma trajetória de crescimento durante o ano”, afirmou Meirelles.

O ministro voltou a projetar que o crescimento no 4º trimestre de 2017, na comparação com o 4º trimestre de 2016, deverá chegar a 2%.

O cenário previsto pelo ministro da Fazenda está entre as projeções mais otimistas. Para analistas, a crise fiscal, o desemprego alto, o endividamento de famílias e empresas podem dificultar uma retomada mais rápida da economia.

A economia brasileira entrou em recessão no final de 2014 e já acumula ao menos 7 trimestres seguidos de queda. O tamanho do tombo do PIB em 2016 só será divulgado pelo IBGE no dia 1º de março.

No mês passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ampliou a previsão de queda do PIB brasileiro do ano passado de 3,3% para 3,5%, e reduziu a projeção de alta em 2017 de 0,5% para 0,2%.

Segundo Meirelles, até março o governo irá revisar suas próprias previsões para o crescimento do PIB em 2017, que hoje é de alta de 1%. Ele não disse, porém, se essa revisão será para baixo.

"Achamos que não é produtivo que o governo fique mudando projeções de crescimento com os chamados dados de alta frequência, dados que mudam muito, de curto prazo. O importante é que o Brasil vai crescer este ano", destacou.

Em palestra para investidores, Meirelles citou a melhora nos indicadores de dezembro como a produção industrial e a retomada da confiança. De novembro para dezembro, indústria registrou aumento de 2,3%, segundo o IBGE.

"O crescimento não virá pela expansão temporária do crédito, mas por um processo normal de retomada", disse.

Novas medidas em estudo

Segundo o ministro, está sendo estudo um novo conjunto de medidas microeconômicas complementares com o objetivo de garantir que a retomada seja sustentável e que o país saia do "padrão voo de galinha" de ciclos acentuados de crescimento e queda.

Além das reformas da Previdência e trabalhista, Meirelles disse que o governo trabalha para avançar em medidas para aumentar a produtividade, além de medidas visando desburocratização e redução dos juros bancários.

Entre as novas medidas em estudo e que devem ser anunciadas na próxima semana, ele citou a reformulação da lei de recuperação judicial e medidas que visam o fortalecimento do crédito.

Espaço para meta de inflação menor

Sobre a viabilidade de uma meta de inflação menor, perto de 3% no longo prazo, como o sinalizado na véspera pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, o ministro disse que o assunto está gerando "controvérsia", e que caberá ao BC fazer os estudos.

O centro da meta de inflação tem sido mantido em 4,5% desde 2005. A meta de inflação para 2019 será definida até junho.

"Esta questão está dando muita controvérsia. Prefiro deixar este assunto sendo respondido pelo presidente do BC", disse Meirelles. "Uma pessoa só falando tem muito mal entendido a respeito, duas falando ainda mais".

O ministro avaliou, entretanto, que a "não há dúvida de que a tendência da inflação no Brasil num prazo maior é de queda".

Fonte: G1

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