Diesel fica mais caro, mas desabastecimento é descartado

Com desequilíbrio entre o preço das refinarias e do mercado internacional, distribuidoras retêm combustível, que tem leve alta

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12/03/2026 - 14:32

Em meio ao aumento – ainda que leve – no preço do diesel nos postos de Mato Grosso do Sul, não há risco de faltar o combustível nas bombas, afirmou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS), Edson Lazarotto.

Nesta semana, o Correio do Estado verificou que, em alguns postos, o preço do litro do óleo diesel subiu até R$ 0,68, mesmo sem qualquer aumento no preço do combustível nas refinarias da Petrobras.

“Faltar combustível é improvável, o risco é o preço subir e as distribuidoras ajustarem suas ofertas”, disse Lazarotto ao Correio do Estado.

Desde que o conflito Estados Unidos e Israel x Irã teve início, no dia 28 de fevereiro, o preço internacional do petróleo tem subido. Para o mercado brasileiro, que é autossuficiente na produção do óleo cru, mas não é autossuficiente no refino – sobretudo do diesel –, a Petrobras ainda não repassou ao consumidor os preços da oscilação.

No mercado externo e nas refinarias privadas, o litro do diesel está chegando a até R$ 7,50, sem que as distribuidoras estejam vendendo o produto.

Grandes ou pequenas, a maioria das distribuidoras tem buscado o combustível nas refinarias da Petrobras, que não repassaram as oscilações do mercado, mas que adotaram uma cota diária de venda do combustível.

“No caso do diesel, preocupa mais, porque importamos no Brasil algo em torno de 40% do consumo. Daí o preço internacional dispara e os navios atrasam a entrega”, explicou Lazarotto.

Sobre o reflexo nas bombas, mesmo sem as refinarias da Petrobras terem subido o preço, Lazarotto afirmou que as distribuidoras podem estar repassando o preço do volume que importam.

“O que pode ocorrer é um aumento quase diário no preço, devido às distribuidoras estarem segurando os produtos e fazendo entregas mais lentas”, analisa.

Em Campo Grande, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o diesel comum custava em média R$ 5,91 por litro na primeira semana de março, ao passo que, neste momento, pode ser encontrado em média a R$ 6,59, evidenciando a volatilidade do mercado diante do cenário geopolítico atual. Em um dos postos, o preço do combustível chegou à casa dos R$ 7 o litro.

Falta no atacado

Para quem distribui o combustível ou trabalha com o diesel no atacado – caso de grandes empresas do agronegócio –, a escassez já afeta a colheita da soja e o plantio do milho safrinha.

Segundo o empresário Iris José Carloto, proprietário da transportadora e distribuidora Santa Izabel, que tem sede em Campo Grande, até o fim de fevereiro o preço do diesel nas grandes distribuidoras estava em R$ 5,20. Agora está em R$ 7,50. “E mesmo assim a gente não encontra o produto para entregar nas fazendas”, afirma.

O valor de R$ 7,50 é o praticado para o distribuidor. Para o produtor rural são acrescidos mais 25 a 30 centavos, em média, para cobrir os custos com entrega, e por isso o produto está chegando por cerca de R$ 7,70 às fazendas.

A empresa dele distribui, nesta época de colheita da soja e plantio do milho safrinha, em torno de 200 mil litros por dia nas propriedades rurais e transportadoras do Estado.

Na manhã desta quarta-feira, porém, o estoque estava praticamente zerado e não havia previsão de entrega nas grandes distribuidoras, como Shell, Ipiranga ou Vibra (Petrobras).

“Na minha empresa devo ter uns 60 mil litros de diesel agora e tem um monte de produtor cobrando para que a gente entregue. O problema é que a gente não consegue”, explica Carloto.


Fonte: Correio do Estado
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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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