Equilíbrio fiscal vira palavra de ordem em reunião de Riedel com equipe da Sefaz

Governo aposta em controle de gastos e eficiência para sustentar investimentos e evitar pressão nas contas

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19/03/2026 - 14:27

Com o calendário de planejamento praticamente fechado, o Governo de Mato Grosso do Sul concluiu nesta quinta-feira (19) a rodada de contratos de gestão para 2026. Coube à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) encerrar o ciclo, apresentando um pacote de metas que coloca no centro da estratégia três palavras-chave: equilíbrio fiscal, eficiência e modernização.

Na prática, o recado é direto: manter as contas em ordem para abrir espaço a investimentos. O desafio não é novo, mas ganha contornos mais rígidos diante de um cenário de maior pressão sobre receitas e despesas públicas.

Ao assinar o contrato, o governador Eduardo Riedel reforçou a lógica que vem pautando a gestão: planejamento com metas claras e acompanhamento permanente. Já o secretário estadual de Fazenda, Flávio César, destacou que a atuação da pasta passa por um papel transversal — ou seja, impacta todas as áreas do governo.
 
“Nosso papel é garantir o equilíbrio fiscal e dar suporte às demais secretarias. É isso que sustenta os investimentos e a qualidade dos serviços públicos”, afirmou.
 
O que está em jogo
 
Entre as principais propostas apresentadas pela Sefaz estão:
 
- Aperto no controle de gastos, com maior rigor na qualificação das despesas públicas
 
- Modernização da arrecadação, com uso de tecnologia e revisão de processos internos
 
- Eficiência orçamentária, buscando melhor distribuição dos recursos
 
- Sustentação da saúde financeira do Estado, condição considerada essencial para novos investimentos
 
A aposta é que, ao melhorar a gestão interna da máquina pública, o Estado consiga não apenas equilibrar as contas, mas também ampliar sua capacidade de investimento em áreas como infraestrutura, saúde e educação.
 
Da meta ao resultado
 
Com a assinatura do contrato da Sefaz, o governo fecha um pacote de 36 acordos de gestão envolvendo secretarias, autarquias e fundações. Agora, começa a fase considerada mais sensível: tirar os projetos do papel.
 
Segundo o secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Castro Nogueira, o modelo entra em uma etapa de monitoramento contínuo, com avaliações ao longo do ano.
O cronograma já está definido:
 
Maio: primeira rodada de avaliação com secretários
 
Segundo semestre: reunião geral de acompanhamento com o governador
 
Fim de 2026: balanço final dos resultados
 
“O modelo está consolidado. Cada secretaria define suas entregas e, a partir de agora, o foco é execução e resultado para a população”, explicou.
 
Mais do que números
 
Embora o discurso oficial destaque equilíbrio fiscal e governança, o pano de fundo é político e estratégico: manter Mato Grosso do Sul com capacidade de investimento em um ambiente de restrições orçamentárias crescentes.
 
Na prática, o sucesso do contrato da Sefaz será medido menos pelo ajuste das planilhas e mais pelo impacto concreto na vida do cidadão — seja na entrega de obras, na melhoria de serviços ou na ampliação de políticas públicas.
 
Ao fechar o ciclo de contratos, o governo sinaliza que 2026 será um ano de cobrança por resultados. E, no centro dessa equação, está a velha máxima da gestão pública: sem caixa organizado, não há entrega que se sustente.


Fonte: Campo Grande News
Foto: Álvaro Rezende

 

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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