Gasolina cai 16% na refinaria, mas preço sobe 27% nos postos

Preço médio da gasolina nos postos do Brasil é de R$ 6,33 por litro

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06/02/2026 - 14:47

Desde dezembro de 2022, a trajetória que derrubou o preço da gasolina em 16,4% para as distribuidoras, de R$ 3,08 para R$ 2,57, não aliviou os motoristas. No mesmo período, o valor médio do litro do combustível nos postos aumentou 27,1%, de R$ 4,98 para R$ 6,33.
 
O que aconteceu
 
- Petrobras reduziu preço da gasolina nas refinarias em R$ 0,51 desde dezembro de 2022. No período, foram feitos 11 reajustes, com oito cortes e três elevações. A redução mais recente foi anunciada na semana passada e diminuiu em R$ 0,14 (-5,17%) o valor do combustível para as distribuidoras.

- Queda nominal de 16,4% da gasolina não aliviou no bolso dos consumidores. Mesmo com os reajustes da Petrobras, o preço médio do litro do combustível nos postos subiu de R$ 4,98 para R$ 6,33 desde a última semana de 2022. Os valores fazem parte dos dados coletados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

- Custo para encher tanque de 50 litros com gasolina subiu R$ 67,50 em três anos. O valor considera a alta de R$ 1,35 registrada pela ANP no valor médio do litro do combustível. O gasto pode ser ainda maior, conforme o posto escolhido para abastecer. Na semana passada, o preço máximo de revenda no Brasil alcançou R$ 9,29 por litro, valor apurado em estabelecimentos nas cidades de Barueri (SP) e Guarujá (SP).
 
- Petrobras responde por menos de um terço (28,4%) do valor final da gasolina. Além da cobrança, o preço para os motoristas é formado pela mistura com o etanol (16,4%), a incidência dos impostos federal (10,7%) e estadual (24,8%) e as margens de distribuição e revenda (19,6%). 
 
"Desde a tributação até chegar ao posto, existe um caminho completo que envolve logística, custos operacionais e a própria dinâmica regional que pode afetar os valores", diz Renato Mascarenhas, diretor da Edenred Mobilidade.
 
- Custos adicionais na cadeia produtiva limitam queda dos preços nas bombas. "Algumas mudanças tributárias e a valorização do etanol fizeram com que o valor final da gasolina aumentasse nos postos", afirma Ricardo Hammoud, professor do Ibmec-SP.
 
- Aumento dos impostos pesou negativamente aos consumidores. Desde 2023, aparecem em destaque a elevação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em R$ 0,10 por litro da gasolina e o fim da isenção de PIS/Cofins a partir de fevereiro de 2023, com impacto de R$ 0,47 por litro. Os especialistas explicam que os efeitos da carga tributária são quase imediatos por se tratar de alíquotas fixas.
 
"Quando o ICMS aumenta, como aconteceu no último mês, o impacto é direto e também mais rapidamente sentido nas bombas, independentemente dos valores praticados nas refinarias. [...] Mesmo em momentos de alívio na origem, a carga tributária pode diminuir ou até neutralizar esse efeito para o consumidor a curto prazo", Renato Mascarenhas.

Competição

 
Presidente da Petrobras atribui ineficácia dos reajustes à venda da BR Distribuidora. Em entrevista recente ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Magda Chambriard disse que a estatal foi criada para ser responsável pelos combustíveis "do poço ao posto" e lamenta que o processo tenha sido interrompido após a privatização da rede da empresa, em 2019.
 

"Com o acesso ao consumidor final, a Petrobras conseguia ajudar a formular o preço [nas bombas]. Quando a Petrobras sai da ponta, ela chega só até as refinarias [...] A gente abaixa o preço do combustível, mas as distribuidoras em geral alargam suas margens e isso [queda dos preços] não alcança o consumidor final", Magda Chambriard.

Postos rechaçam a percepção de que são os "vilões" da composição de preços. O presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), José Alberto Gouveia, afirma que os estabelecimentos têm margem para cortar, no máximo, R$ 0,06 dos R$ 0,14 reduzidos às refinarias. "O governo precisa ser claro e destacar que a Petrobras não interfere no resto da cadeia, mas, como ele não faz, o dono do posto vira vilão", lamenta.
 
Irregularidades no setor dos combustíveis também prejudicam a concorrência. Após a Operação Carbono Oculto identificar a utilização de postos para lavar dinheiro do crime organizado, as falhas expostas pela competição ddo setor ganharam uma nova escala. Para Gouveia, a criação de um "mercado paralelo" prejudica o segmento por não recolher impostos e não registrar seus funcionários. "Isso estreita a margem de todo mundo", diz ele ao avaliar que a ilegalidade exige a redução indireta de preços regulares.

Fonte: UOL
Foto: Gerson Klaina/ Tribuna

 

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