Juros altos derrubam em 34% o financiamento de imóveis em MS

Crédito mais caro é um dos principais fatores que fizeram cair o financiamento imobiliário

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04/02/2026 - 15:31

Juros mais caros e oferta restrita de crédito derrubaram o financiamento imobiliário em Mato Grosso do Sul no ano passado. Levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) enviado com exclusividade ao Correio do Estado, aponta que em 2025 foram negociados 3.865 imóveis ante as 5.871 unidades financiadas nos 12 meses de 2024 – uma retração de 34,16%.

Ainda de acordo com o levantamento, o volume financeiro também apresentou queda no período de um ano. Ao se analisar os valores, a diferença resulta em uma redução de 26,44%, uma vez que, em todo o ano passado, foram negociados R$ 1,426 bilhão contra R$ 1,938 bilhão em contratos firmados em 2024.

Segundo a vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci-MS), Simone Leal, o principal motivador da redução foi a manutenção dos juros em patamar elevado. 

“Os juros altos, impulsionados pela Selic elevada, encareceram o crédito imobiliário, afastando compradores e elevando parcelas mensais. A baixa remuneração da poupança reduziu depósitos nessa aplicação, limitando recursos para o SBPE [Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo], principal fonte de financiamento habitacional em MS”, explica ao Correio do Estado.

Ainda conforme a vice-presidente, a redução dos financiamentos foi maior nos contratos da modalidade que utiliza os recursos da poupança.

“A queda foi mais acentuada nos financiamentos do SBPE, que atendem imóveis de médio e alto padrão [acima de R$ 350 mil]. Em 2025, a Caixa elevou taxas de TR [Taxa Referencial] + 10,99% a 12% ao ano, ante 8,99% a 9,99% em 2024 e poupança + 4,12% a 5,06%, agravando a retração nesse modal”, completa Simone.

JUROS

Além do mercado imobiliário, o restante da cadeia da construção civil aguarda a queda dos juros para ter um desempenho melhor. De acordo com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, o setor apresentou desempenho consistente em 2025 e avançou em diversos indicadores.

O impacto maior dos juros altos e crédito mais caro é perceptível no recorte semestral. Conforme os dados da Abecip, no primeiro semestre do ano passado foram negociados 2.029 imóveis, enquanto no segundo semestre o total chegou a 1.836 unidades.

Os valores negociados também apresentaram queda no segundo semestre do ano. Enquanto nos seis primeiros meses do ano passado foram R$ 686,134 milhões, de julho à dezembro foram R$ 740,004 milhões. A redução coincide com a trajetória de alta da Selic.

Desde setembro de 2024, quando a Selic iniciou o ciclo de alta, a taxa de juros aumentou 4,5 pontos porcentuais, passando de 10,50% a.a. para 15% a.a. e assim está desde junho do ano passado.


Fonte: Correio do Estado
Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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