Em um cenário em que o custo de vida pressiona o orçamento das famílias e qualquer imprevisto pode desestabilizar as contas, a organização e o planejamento passaram a ser questão de sobrevivência financeira.
Mato Grosso do Sul tem atualmente 1.266.599 inadimplentes, que acumulam 5.758.631 dívidas. O valor total devido chega a R$ 9.923.624.588. Em média, cada consumidor negativado deve R$ 7.834,86, enquanto o valor médio por dívida é de R$ 1.723,26.
A principal orientação é buscar previsibilidade. Saber quanto se ganha, quanto se gasta e quando cada conta vence é o primeiro passo. Ter uma reserva de emergência, mesmo que pequena, também é apontada como fundamental. Essas são as dicas do especialista em Educação Financeira da Serasa, Giovani Inocente.
“A dica é que tenha uma reserva, mesmo que pequena. Todo valor guardado é muito positivo, cada vez mais eu consigo ter menor impacto. A gente percebe que o consumidor tem deixado de lado as contas básicas, isso é uma preocupação. Além da reserva, o principal é ter conhecimento e previsibilidade das contas”, disse em entrevista ao Campo Grande News.
Ele reconhece que a recomendação tradicional de poupar uma parcela significativa da renda nem sempre é viável. “O indicado normalmente pelos especialistas é guardar 30%, mas a gente sabe que não é a realidade.”
Segundo ele, o desemprego e a falta de renda continuam sendo os principais fatores que levam à inadimplência.
Também aparecem serviços (14,77%), varejo (9,72%), telecomunicações (4,60%), securitizadoras (3,25%) e cooperativas (3,24%).
Fonte: Campo Grande News
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