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28/07/2017

Pelo terceiro ano, governo de MS fecha primeiro semestre com déficit

Pelo terceiro ano consecutivo, o governo de Mato Grosso do Sul fechou as contas do primeiro semestre no vermelho. De acordo com balanço orçamentário, publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (dia 28), o déficit, acumulado de janeiro a junho, foi de R$ 404,53 milhões. Este é o menor saldo para o período em pelo menos dez anos.

Nos seis primeiros meses de 2017, entraram nos cofres estaduais o montante de R$ 6,19 bilhões e saíram R$ 6,6 bilhões. Em números precisos, o saldo foi negativo em R$ 404.531.136,05. Nos acumulados de janeiro a junho de 2016 e de 2015, também houve déficit, porém menores – os resultados foram, respectivamente, de R$ 179,67 milhões e de R$ 333,54 milhões.

Nos anos anteriores (desde 2007), as contas estaduais terminaram o primeiro semestre superavitárias. O melhor resultado, nesse intervalo, foi contabilizado em 2008. Quando as receitas superaram as despesas em R$ 559,92 milhões. A sequência de saldos positivos foi quebrada em 2015.

Neste ano, o governo elevou os gastos em ritmo maior que o crescimento da arrecadação. A receita acumulada de janeiro a junho foi 8,94% (ou de R$ 508,79 milhões) maior que a de igual período de 2016 (R$ 5,687 bilhões). No entanto, as despesas tiveram incremento de 12,5% (ou de R$ 733,65 milhões) na comparação com o primeiro semestre do ano passado (R$ 5,86 bilhões).

O principal tributo – o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) – proporcionou receita de R$ 2,138 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor 1,04% inferior aos R$ 2,161 acumulados em igual intervalo do ano passado.

A queda relativa mais acentuada foi a do ITCD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos). De janeiro a junho deste ano, a receita com esse tributo foi de R$ 46,13 milhões, 24% a menos que os R$ 70,47 milhões relativos aos mesmos meses de 2016.

As despesas com pessoal e encargos sociais foram as que mais cresceram entre os principais gastos do governo. De R$ 3,78 bilhões aumentaram para R$ 4,39 bilhões, variação de 15,9%.

Também impactaram no crescimento do déficit as contas previdenciárias. Com queda de 2,2% das receitas (de R$ 63,88 milhões para R$ 62,47 milhões) e aumento de 13% nas despesas (de R$ 1,61 milhão para R$ 1,83 milhão), o resultado previdenciário retraiu em 2,6%, de R$ 62,27 milhões para R$ 60,64 milhões.

Fonte: Campo Grande News

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