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28/01/2019

Rombo nas contas externas dobra em 2018, mas é baixo na comparação histórica

A conta de transações correntes registrou um déficit de US$ 14,511 no ano de 2018, informou nesta segunda-feira (28) o Banco Central.

Com isso, houve piora nas contas externas frente ao ano de 2017, quando havia sido registrado um déficit de US$ 7,235 bilhões. Com isso, o rombo dobrou no último ano.

Apesar do forte aumento no rombo das contas externas, o déficit ainda está bem abaixo do resultado registrado em anos anteriores.

“Apesar do aumento, este déficit ainda é baixo para os padrões da economia brasileria, que não apresenta riscos do lado externo da economia. Ele [rombo] foi inteiramente financiado pelos fluxos de investimento direto no país [no ano passado]”, avaliou Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do BC.

A conta de transações correntes é formada pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). Trata-se de um dos principais indicadores do setor externo brasileiro.

O principal fator que contribuiu para o aumento do rombo nas contas externas neste ano foi a redução do superávit (exportações menos importações) da balança comercial.

Previsão para 2019

A expectativa do Banco Central é de nova piora no rombo das contas externas neste ano. A previsão é de que o déficit em transações correntes some US$ 35,6 bilhões.

Para a balança comercial brasileira, a estimativa é de um superávit (exportações menos importações) de US$ 38 bilhões, com vendas externas em US$ 250 bilhões e importações em US$ 212 bilhões.

De acordo com Fernando Rocha, do BC, o aumento do déficit das contas externas é um “movimento esperado” quando a economia cresce, pois aumenta a demanda dos residentes no país por produtos do exterior. Para este ano, a expectativa do mercado é de uma alta de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB).

Investimento estrangeiro

O Banco Central também informou nesta segunda que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 88,314 bilhões em 2018, com aumento de 25% frente ao ano anterior (US$ 70,256 bilhões).

Foi o melhor resultado para um ano fechado desde 2012 – quando somou US$ 92,568 bilhões, segundo a série histórica do Banco Central.

Ainda de acordo com a instituição, os investimentos estrangeiros foram mais do que suficientes para cobrir o rombo das contas externas no ano passado (US$ 14,511 bilhões).

Para 2019, o Banco Central estima um ingresso de US$ 90 bilhões em investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira.

Deste modo, os investimentos continuariam suficientes para “financiar” em sua totalidade o déficit das contas externas do período – cuja estimativa do BC é de US$ 35,6 bilhões neste ano.

G1.

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