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23/05/2017

Vendas do Tesouro Direto somam R$ 1,49 bilhão em abril

As emissões de novos títulos pelo Tesouro Direto somaram US$ 1,49 bilhão em abril, enquanto os resgates chegaram a R$ 871,4 milhões, informou o Tesouro Nacional nesta terça-feira (23).

O programa, criado em janeiro de 2002, permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem precisarem aplicar em um fundo de investimentos.

Os títulos mais demandados pelos investidores, no mês passado, foram os indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), cuja participação nas vendas atingiu 46%.

O título indexado à Selic (Tesouro Selic) correspondeu a 36,6% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), 17,4%, informou o Tesouro.

No mês, foram realizadas 109.633 operações de investimento no programa, de acordo com o governo. “O valor médio por operação de investimento foi de R$ 13.602,59. A maior parte dessas operações (67,0%) é relativa a aplicações de até R$ 5 mil”, acrescentou.

Nos últimos dias, por conta da forte volatilidade dos mercados, fruto de denúncias envolvendo o presidente Michel Temer, as operações do Tesouro Direto foram suspensas por algumas horas. Isso aconteceu na última sexta-feira (19) e nesta segunda-feira (22).

Saldo do programa

Já o saldo total (estoque) de títulos em mercado alcançou o montante de R$ 44,6 bilhões em abril, um aumento de 2,2% em relação a março (R$ 43,6 bilhões) e de 45,9% quando comparado com abril de 2016 (R$ 30,5 bilhões).

O aumento do interesse dos investidores pelo Tesouro Direto também tem coincidido com a queda na rentabilidade e atratividade da poupança. Enquanto o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic (a taxa básica de juros determinada pelo Banco Central), o das cadernetas fica limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR), quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.

A disparada da inflação nos últimos anos também fez as cadernetas perderem atratividade. Títulos do Tesouro Direto, por exemplo, oferecem rentabilidade acima da inflação – mas há a incidência do Imposto de Renda. O resultado é que, em 2016, os saques da poupança voltaram a superar os depósitos, desta vez em R$ 40,7 bilhões.

Em dezembro, o governo anunciou o lançamento de um aplicativo oficial do Tesouro Direto, pelo qual os investidores poderão realizar as principais transações, como investimentos, resgates, agendamentos e consultas de extratos, além da ampliação do horário de resgate (venda) dos papéis, entre outras facilidades.

Tesouro Direto

O investimento no Tesouro Direto pode ser uma boa opção para quem não tem muito dinheiro, mas busca um investimento de médio e longo prazos. Ao investir em títulos públicos, a pessoa se torna credora, emprestando dinheiro para o governo. Em troca, recebe juros.

Para aplicar no programa, o interessado deve fazer um cadastro em uma instituição financeira no site do Tesouro Direto. O investidor recebe uma senha por e-mail e pode começar a aplicar seu dinheiro.

No Tesouro Direto, assim como nos fundos de investimento, há cobrança do Imposto de Renda. A alíquota do IR é regressiva em ambos os casos. Ou seja, quanto mais tempo os recursos ficam aplicados, menor será o IR pago pelo investidor.

Para aplicações de até seis meses, a alíquota do IR é de 22,5%, caindo para 20% entre seis meses e um ano. Se o prazo da aplicação superar um ano, mas for retirada antes de completar o segundo ano, o IR fica em 17,5%. Acima de dois anos de prazo, a alíquota é de 15%.

Fonte: G1

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