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31/10/2013

Centro-Oeste pode economizar R$ 7,2 bi anuais com transporte

O investimento até o ano de 2020 de R$ 36,4 bilhões em logística na Região Centro-Oeste dentro de dez eixos prioritários seria pago em cerca de cinco anos e trariam uma economia anual potencial consolidada de R$ 7,2 bilhões para o escoamento de produtos dos estados. Essa foi uma das principais conclusões do Projeto Centro-Oeste Competitivo, que também apontou que em 2020 a região gastaria R$ 60,9 bilhões por ano com o transporte de cargas, o equivalente a 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB) da região.
O projeto foi elaborado e divulgado ontem pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) em parceria com as federações de cada de cada setor e pela Micrologística Consultoria. A análise revelou que atualmente o setor produtivo da região (indústria, agricultura e atividades extrativas) gasta R$ 31,6 bilhões por ano com o transporte de cargas, o equivalente a 8,7% do PIB da região.
Ilana Ferreira, analista de política e indústria da entidade, disse em entrevista ao DCI que o projeto tem como principais objetivos integrar física e economicamente a malha de transportes da Região Centro-Oeste, identificar os custos logísticos e influenciar o planejamento do setor, liderando sua reconstrução.
Segundo Ilana, a construção do estudo do Centro-Oeste foi feita a partir de entrevistas com representantes do setor privado e público e a partir daí tiraram 308 projetos e desses foram elegidos 106 projetos prioritários dentro de dez eixos logísticos. “Esses projetos vão desde novas construções até duplicação de rodovias, por exemplo”, disse.
De acordo com o Centro-Oeste Competitivo, apenas 19 das 106 obras prioritárias estão em andamento, o que equivale a 16,4% dos investimentos necessários na região. Outras 70 estão em fase de projeto ou apenas nos planos do poder público.
A especialista lembrou que o projeto já foi feito para as regiões Norte, Sul e Nordeste e o que mais chamou a atenção no caso do Centro-Oeste foi a saturação dos eixos. “Em comparação aos outros estudos a gente viu que na previsão para 2020 os eixos estão realmente além da capacidade, e os principais podem chegar até 150% da capacidade”, completou a especialista.
No âmbito dos projetos prioritários, 48% dos recursos previstos são destinados a ferrovias, 23% a obras em portos, 18% a empreendimentos hidroviários e 10% a rodovias. A execução dos empreendimentos prioritários propiciaria uma redução de 11,8% das perdas totais, em razão do déficit de infraestrutura de transportes nas unidades da região.
A especialista também destacou que o estudo considerou não apenas aspectos econômicos dentro dos projetos, mas também outros impactos como benefícios sociais, desenvolvimento regional, impacto no meio ambiente, geração de empregos e geração de tributos.
O presidente da CNI afirmou, durante a coletiva de imprensa, que o estudo será apresentado para o governo federal, para o Ministério dos Transportes e para o Executivo e Legislativo.
A analista avalia que o governo tem sido bastante receptivo em relação aos estudos apresentados e que tem se esforçado para melhorar a infraestrutura do País. 

 

 

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