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29/01/2014

Dólar sobe 0,02% ante real após decepção com dados dos EUA

O dólar fechou com leve alta ante o real nesta terça-feira (28) após dados fracos nos Estados Unidos voltarem a alimentar a aversão ao risco dos investidores, apesar da ação de importantes bancos centrais emergentes para combater o ambiente de mau humor global.
A moeda norte-americana teve pequena variação positiva de 0,02%, a R$ 2,4265 na venda, após bater R$ 2,4300 na máxima e R$ 2,4044 na mínima do dia. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 720 milhões.
“O quadro de notícias de hoje não foi tão positivo, com os dados dos EUA. O investidor ficou um pouco mais cauteloso”, afirmou o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros.
As encomendas de bens duráveis dos EUA tiveram queda inesperada em dezembro, assim como uma medida de gastos empresariais planejados em bens de capital, o que pode lançar sombra sobre a perspectiva econômica.
Os indicadores saíram pouco antes da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, que ocorre na quarta-feira sob a expectativa dos agentes econômicos de que a redução gradual do programa de estímulos continuará. Até lá, avaliam os especialistas, a volatilidade do câmbio deve continuar.
A moeda norte-americana abriu os negócios com quedas mais acentuadas, movimento que se sustentou durante a primeira parte da sessão, com investidores respirando mais aliviados diante das ações dos bancos centrais da Índia e da Turquia, que reduziram a aversão ao riscos em mercados emergentes.
“Houve pressão nos últimos dias de depreciação das moedas emergentes e agora os bancos centrais estão começando a entrar um pouco mais pesado”, afirmou o economista-chefe da INVX Global, Eduardo Velho.
O BC da Índia elevou inesperadamente a taxa de juros nesta terça-feira em 0,25 ponto percentual, a 8%, afirmando que agora está melhor preparado para lidar com o risco de grandes fugas de capital.
Já o banco central da Turquia convocou reunião extraordinária para esta terça-feira, na qual deve elevar a taxa de juros em 2,25 pontos percentuais, a 10%, segundo estimativa mediana em pesquisa Reuters.
Desde a semana passada, ativos de países em desenvolvimento têm sofrido intensa pressão diante de uma onda de desconfiança em relação a mercados emergentes. Nesse contexto, o dólar catapultou mais de 1% na véspera e voltou à casa dos R$ 2,42.
“O aumento de juros na Índia e na Turquia pode aliviar (a necessidade de) um aumento de juros generalizado nos emergentes”, resumiu o tesoureiro de um banco internacional.
No mercado doméstico, o BC brasileiro deu continuidade às atuações diárias vendendo a oferta total de 4 mil swaps cambiais tradicionais –equivalentes a venda futura de dólares– distribuídos entre 1,9 mil contatos com vencimento em 1º de setembro e 2,1 mil contratos com vencimento em 1º de dezembro deste ano. A operação teve volume financeiro equivalente a US$ 197,2 milhões.
O BC também concluiu nesta sessão a rolagem integral dos swaps que vencem em 3 de fevereiro, vendendo a oferta total de 20,55 mil contratos na nona e última etapa da rolagem.

 

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