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26/07/2013

Em dia instável, dólar cai a R$ 2,23 com fluxos pontuais e BC

Em sessão bastante instável, o dólar encerrou em queda nesta quinta-feira após atuação do Banco Central (BC) e graças a fluxos pontuais de exportadores e de investidores estrangeiros que aproveitaram a cotação em alta para internalizar recursos. A moeda dos Estados Unidos caiu 0,49%, a R$ 2,2395 na venda, fechando próximo da mínima do dia, de R$ 2,2359. O volume ficou em quase US$ 2 bilhões, segundo dados da BM&F.
“Teve mais volatilidade com volume pequeno e mudando de acordo com os fluxos”, afirmou o operador de câmbio da Renascença José Carlos Amado.
O pregão teve fortes variações, com o dólar batendo na máxima do dia em R$ 2,2660. Os negócios começaram com a moeda americana em alta, acompanhando o movimento no mercado internacional, mas inverteu a tendência após a atuação do BC, que acabou estimulando a ação de exportadores e investidores de fora para internalizar recursos antes que a cotação caísse ainda mais.
Durante a tarde, o dólar voltou a registrar alta e, no final do pregão, segundo operadores, os investidores estrangeiros aproveitaram para alocar recursos na Bovespa, derrubando a cotação da moeda americana. “A bolsa veio melhorando gradativamente durante o dia e foi renovando máxima junto com a queda do dólar”, afirmou um operador de câmbio de banco brasileiro, que pediu para não ser identificado.
O BC realizou leilão de swap cambial tradicional – equivalente à venda de dólares no mercado futuro – durante a manhã, vendendo todos os 20 mil contratos ofertados com vencimento em 2 de janeiro de 2014. A operação serviu para continuar a rolagem dos 114,3 mil papéis que vencem em 1º de agosto. Até agora, a autoridade monetária já rolou 100 mil contratos e já anunciou outro leilão para a manhã de sexta-feira nas mesmas condições.
Isso também ajudou a puxar a cotação para baixo porque, caso consiga colocar o volume integral de 20 mil swaps tradicionais, injetará liquidez no mercado por meio de 5,7 mil contratos que excederão a rolagem. A valorização do dólar tem sido alvo de preocupação para o BC por conta dos problemas inflacionários que causa, ao elevar preços de produtos e de componentes importados.
O economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, disse que a autoridade monetária atuará para evitar que o dólar chegue a R$ 2,30. “Eles estão preocupados com o câmbio e vão fazer todo esforço para que o dólar não suba mais”, afirmou.
Operadores e economistas disseram ainda que o clima de negociação foi bastante nervoso neste pregão diante da expectativa do mercado sobre a redução do estímulo monetário do Federal Reserve (FED, banco central americano), que pode reduzir a liquidez internacional.
No final da sessão, uma notícia publica pela Dow Jones ajudou a derrubar o dólar ante o real, afirmando que o FED manteria o ritmo de US$ 85 bilhões de compra ativos mensais em sua reunião na próxima semana. Ou seja, que a liquidez no mercado não seria abalada tão cedo.

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