2016 começa com sinais de estabilidade da atividade econômica



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15/03/2016 - 00:00

O Monitor do PIB-FGV mostra que 2016 começou com "discretos sinais de estabilidade da atividade econômica", com taxa positiva em janeiro de 0,13% em relação a dezembro de 2015. Em dezembro comparado com novembro, o índice foi de 0,06%. A taxa acumulada de 12 meses registra queda de 4,1% até janeiro deste ano. Essa taxa decresce há 23 meses, tornando-se negativa há 13 meses, segundo a FGV. Em relação a janeiro do ano passado, a queda é de 6,1%, a maior taxa mensal negativa desde o início da série em 2000.

A taxa positiva de janeiro em relação a dezembro pode estar "sugerindo uma discreta estabilidade da atividade econômica", diz a FGV. Na mesma comparação, a variação positiva da indústria de 0,56% é influenciado principalmente pelo excelente resultado da indústria de transformação (3,87%). Já serviços tiveram resultado negativo (-0,64%), influenciados pelos transportes (-2,07%) e outros serviços (-1,28%).

Das 12 atividades que compõem o PIB, apenas a agropecuária (+1,5%) e a eletricidade (+2,7%) não apresentaram taxas mensais negativas contra janeiro de 2015. Os piores resultados foram da indústria de transformação (-14,4%), comércio (-13,1%) e transportes (-10,5%).

No acumulado de 12 meses, todos os componentes ficaram negativos até janeiro, à exceção das exportações (+6,7%) e o consumo do governo, que diminui a queda de -1% para -0,9%. O pior resultado foi o da Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos), com queda de 14,3%, influenciado por máquinas e equipamentos, com queda de 28,1%.

Já o consumo das famílias teve queda de 4,3% no acumulado de 12 meses até janeiro. Seu principal componente (cerca de 50%), serviços (transportes, outros serviços, aluguéis) iniciou o ano de 2016 com taxa acumulada de 12 meses negativa em 1,4%. O segundo componente mais importante, o de bens não duráveis (alimentos, bebidas, combustíveis, com 27%, em média de participação), apresentou taxa negativa de 2,9%. O agregado dos bens semiduráveis (vestuário, borracha, plásticos) registrou queda de 8,4%, enquanto que o agregado de bens duráveis (veículos, eletrodomésticos, nacionais e importados) recuou 17,3%.

As exportações apresentaram, na taxa acumulada de 12 meses até janeiro, crescimento de 6,7%. Já as importações, cujas taxas acumuladas em 12 meses eram elevadas, começaram a desacelerar a partir de janeiro de 2014, se tornaram negativas a partir de outubro de 2014 e iniciaram 2016 com queda de 15,5%, até janeiro, segundo a FGV. A taxa acumulada em 12 meses até janeiro de 2016 caiu 16%.

Fonte: G1

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