Alems nega cobrar governo sobre consignados a servidores

Bancada do PT votou junto de João Henrique Catan (Novo)

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24/03/2026 - 13:20

A bancada do PT votou favorável ao requerimento apresentado pelo deputado estadual João Henrique Catan (Novo) nesta terça-feira (24), com solicitações de informações ao governo estadual sobre os consignados dos servidores públicos. Entretanto, o requerimento foi derrubado por 10 votos contrários.

O documento de Catan solicitava transparência total do Governo do Estado sobre os consignados dos servidores públicos, que em fevereiro deste ano foram surpreendidos com descontos inesperados diretamente em suas contas-correntes no Banco do Brasil.

A bancada petista, composta por Gleice Jane, Pedro Kemp e Zeca do PT, foi favorável ao envio do requerimento ao governo. Assim, foram quatro votos favoráveis, mas dez contrários.

Gleice defendeu o documento na tribuna. “O requerimento está questionando sobre o pagamento dos consignados para os bancos, que teve um atraso, e que nós sabemos disso pelos servidores, que foram os servidores que entraram em contato com a gente. Posterior a isso, nós também sabemos que houve atraso no pagamento dos sindicatos, da Cassems, e nós queremos saber sobre o pagamento à Ageprev, se tem atraso ou não”, disse.

Da base do governo, Pedro Caravina (PSDB) afirmou que o requerimento já foi respondido em nota oficial pelo Banco do Brasil. “O Banco do Brasil já respondeu ao requerimento por meio de nota oficial”.

Catan, por sua vez, defendeu o documento. “É um requerimento diferente, mais amplo, seja no aspecto temporal, seja no aspecto qualitativo, aqueles que promovem luz contra.”

Zeca do PT aproveitou a oportunidade para criticar o esvaziamento de plenário durante o debate. “Me causa uma tremenda preocupação, uma estranheza profunda, a negativa da bancada, a ausência da bancada governista. Portanto, acho uma intransigência, uma falta de transparência que corrobora, confirma a preocupação que nós temos, carregados da tese financeira do Estado, mesmo. É preocupante, à medida que o governo está pedindo um empréstimo, se não consegue fazer essa transparência, se parece que começa a perspectiva de atrasar salários, como vai conseguir pagar um empréstimo de R$ 3 bilhões ou R$ 4 bilhões que está reivindicando?”, questionou.

Fonte: Midiamax
Foto: Divulgação

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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