Aumento de tributos prejudica recuperação da economia, diz presidente da Fiesp



Essa página teve 30 visualizações


28/03/2017 - 00:00

O aumento de tributos num momento de tentativa de retomada do crescimento será nocivo para a economia, disse ontem (27) o presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Ele reuniu-se no fim da tarde com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para sugerir medidas que possam compensar o aumento de tributos. O anúncio do governo deve ser feito amanhã (29).

“Fui tentar demonstrar ao ministro a importância de um momento como esse, em que os empresários estão se esforçando para retomar o crescimento do país. Seria nocivo, contraditório e muito ruim aumentar impostos. No Brasil, já existe uma alta carga tributária”, declarou Skaf ao sair do encontro.

De acordo com Skaf, num momento em que as empresas, não apenas a indústria, estão debilitadas, com o desemprego ainda alto, um eventual aumento de tributos põe em risco a recuperação da economia. “O desemprego está muito grande. Temos 12 milhões de desempregados. Nossa grande luta é buscar retomar o crescimento. Um aumento [de tributos] seria ir na contramão do curso”, acrescentou.

Como alternativa para o aumento tributário para cobrir o rombo de R$ 58,2 bilhões do Orçamento deste ano, Skaf sugeriu intensificar o contingenciamento (bloqueio de verbas de gastos não obrigatórios). “Ao longo do ano, as coisas podem melhorar, e a arrecadação aumentar”, explicou. O presidente da Fiesp também sugeriu a venda de controles acionários de empresas estatais e lembrou que a arrecadação será ajudada pelo leilão de concessão de hidrelétricas que voltarão ao controle da União.

Segundo Skaf, o ministro ouviu atentamente as sugestões, mas não deu respostas. “Agora, a decisão é do governo e nós, como sociedade, vamos ficar na expectativa de que o bom senso impere e que o governo encontre alternativas para resolver essa questão desses quase R$ 60 bilhões que surgiram de déficit.”

Em relação à reversão da desoneração da folha de pagamento, que pode ser anunciada por Meirelles nesta semana, Skaf disse que a Fiesp não entende a medida como aumento ou criação de imposto. “Essa área não é criação de imposto. É um ajuste no sentido de onde tem opção [de pagar a contribuição para a Previdência pelo faturamento], deixar de ter opção. Aliás, uma opção que nem todos os setores [da economia] têm. Isso é diferente de criar imposto e aumentar alíquota”, comentou.

Fonte: Agência Brasil

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

Expectativa é que economia do país cresça 1,85%

Governo divulga novos preços de combustíveis para cálculo do ICMS

Valores definidos pelo Confaz servem de base para tributação estadual e entram em vigor em 1° de maio

Renda comprometida do brasileiro com dívidas atinge nível recorde, diz BC

Quase metade da população está endividada no Brasil




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---