BC deve subir juro para 12,25% ao ano, maior nível em três anos e meio



Essa página teve 26 visualizações


21/01/2015 - 00:00

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (21) e deve subir novamente a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic), segundo a expectativa dos economistas do mercado financeiro. A decisão sobre a taxa sairá na noite desta quarta.

A previsão da maior parte dos analistas dos bancos é de um aumento de 0,5 ponto percentual, a mesma intensidade da alta promovida em dezembro do ano passado, o que elevaria os juros de 11,75% para 12,25% ao ano. Se confirmada, será a maior taxa básica desde meados de 2011, ou seja, em três anos e meio.

O Banco Central vem subindo os juros, de forma ininterrupta, desde outubro do ano passado, quando a taxa Selic estava em 11% ao ano. Desde então, já foram promovidas duas altas na Selic. Se um novo aumento acontecer nesta quarta-feira, será o terceiro consecutivo.

Metas de inflação

Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Com taxas mais altas, a instituição tenta controlar o crédito e o consumo e, assim, segurar a inflação.

Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Nos últimos cinco anos, porém, a inflação ficou bem distante da meta central de 4,5%, e mais próxima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro. Em 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014, respectivamente, a inflação somou 5,91%, 6,50%, 5,84%, 5,91% e 6,41%.

Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, informou, no fim do ano passado, que a inflação deve retomar a trajetória de convergência para a meta central "ao longo de 2015". Segundo ele, o "horizonte de convergência" com o qual o BC trabalha "se estende até o final de 2016".

O objetivo do BC, portanto, é entregar a inflação na meta central de 4,5% somente no ano que vem. Antes de retomar a trajetória de convergência para a meta durante 2015, a inflação acumulada em 12 meses tende a "permanecer elevada", informou ele em dezembro.

O mercado financeiro, porém, segue incrédulo. De acordo com estimativas coletadas pelo próprio Banco Central na semana passada, com mais de 100 instituições financeiras, a inflação deve somar 6,67% neste ano (acima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro), 5,7% em 2016, 5,5% em 2017 e 5,2% em 2018 – não atingindo, portanto, a meta central de 4,5% até o fim do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Ajuste fiscal, inflação e recessão

Para o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, há sinais claros de que há uma "desaceleração muito forte" na economia brasileira, o que pode jogar o país, novamente, em uma recessão neste ano (dois trimestres seguidos de queda do PIB) – conforme já foi registrado em 2014. Ele avaliou que uma recessão, em 2015, é "bem provável".

"Por isso, estou achando que vai vir uma alta menor nos juros, de 0,25 ponto percentual [para 12% ao ano]. A gente teve no final do ano passado produção industrial caindo 0,7%, e o IBC-Br [prévia do PIB feita pelo BC] zero. E o Caged [Cadastro de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho] mostrando destruição de vagas em termos líquidos. A desaceleração da economia já aponta para o efeito desejado da alta da taxa de juros, que é bater nos preços livres [não controlados pelo governo]", avaliou Perfeito.

O economista disse ainda que o ajuste nas contas públicas promovido pela nova equipe econômica, com alta de tributos sobre combustíveis, automóveis, operações de crédito e importados, além da contenção de gastos por meio da limitação de benefícios previdencários e trabalhistas, contribui para diminuir a demanda agregada no futuro – mas também repercutem na inflação no curto prazo.

"A política fiscalista que eles estão fazendo, eu não sou a favor deste ponto. Vai afundar de vez a economia brasileira. Estou prevendo contração de 0,3% para o PIB de 2015. E vai bater na inflação. Estou trabalhando com 6,40% para este ano. Não acho que passa o teto [de 6,5%] porque a atividade [econômica] está afundando. Não adianta nada ter contas fiscais em ordem e demanda no lugar errado. Os empresários investem porque tem demanda na economia", concluiu ele.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta segunda-feira (19) que o ajuste das contas públicas "têm por objetivo aumentar a confiança da economia, a disposição das pessoas e dos investidores em tomarem risco, e dos empresários em começarem a tentar novas coisas". Ele acrescentou ainda, na ocasião, que as medidas tendem a baixar a curva de juros de longo prazo, que serve de base para captação dos bancos.

Fonte: G1

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Imposto de Renda 2026: como declarar doações

Passo a passo como doar no seu Imposto de Renda

IR 2026: chance maior de inclusão no primeiro lote termina domingo

Envio antecipado aumenta possibilidade de restituição ainda em maio

Com setor de serviços em alta, MS soma mais de 14 mil vagas criadas em 2026

No balanço geral, foram registradas 119.537 admissões e 105.507 desligamentos até março deste ano




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---