Campo Grande registra estabilidade de preços no IPCA de julho

Desta vez, tomate chegou a registrar queda de 30,80%, junto da batata-inglesa (-26,39%), do feijão carioca (-12,18%) e do café moído (-2,39%)

Essa página teve 32 visualizações


11/08/2026 - 13:06

Divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o chamado Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho em Campo Grande ficou abaixo da média nacional, indicando estabilidade de preços para a Cidade Morena no mês de abertura do segundo semestre de 2026.
 
No desempenho geral deste ano, até junho a Cidade Morena saía da maior inflação do País para o menor índice entre capitais, como bem acompanha o Correio do Estado, com o dado mais recente representando um nível estável nos preços de bens e serviços. 
 
Conforme repassado pelo Instituto responsável por esse cálculo há quase meio século, o IPCA de julho no Brasil foi de 0,07%, queda de 0,9 ponto percentual abaixo dos 0,16% no mês imediatamente anterior. Em 2026 o IPCA nacional acumula alta de 3,44%, sendo 4,44% nos últimos 12 meses. 
 
Entre as regiões, o IPCA não ultrapassou a casa de 0,32%, com algumas localidades registrando inclusive deflação no período, como no caso de: 
 
-0,45% | Belém
-0,32% | Salvador
-0,21% | Curitiba
-0,17% | Belo Horizonte e
-0,12% | Aracaju 
 
Análise nacional
 
Pelos dados do IBGE, destacam-se ainda alguns grupos e suas respectivas variações e impactos, como no caso da "Habitação", que ajudam a determinar o índice e consequentemente indicar se o poder de compra da população foi ou não preservado. 
 
No próprio caso da”Habitação”, por exemplo, nota-se a aceleração de 0,63 para 0,99% entre junho e julho, puxado nacionalmente graças a alta em energia elétrica residencial, que registrou salto de 1,53% para 3,09% sendo o principal principal impacto individual no mês (0,13 p.p.) segundo o IBGE.
 
"Esse resultado contempla os seguintes reajustes tarifários: 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (7,55%), a partir de 04 de julho; 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (0,32%), a partir de 19 de junho e 19,55% em Curitiba (12,15%), vigente desde 24 de junho. Em julho, permanece vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$1,885 a cada 100 kwh consumidos", complementa o Instituto em nota.
 
Recorte regional
 
Apesar da estabilidade regional, a análise sobre a Capital do Mato Grosso do Sul revela uma alta presente em cinco dos nove grupos pesquisados. Em Campo Grande o IPCA acumula alta de 4% neste ano, sendo um acumulado de 4,60% nos últimos 12 meses. No mesmo período de 2025 o cenário local era uma deflação de -0,19%. 
 
Também em Campo Grande a "Habitação" aparece com maior impacto (0,29 p.p), aliado ainda à maior variação mensal, de 1,90%. Neste grupo o índice marcou alta de 1,90% em julho. 
 
"Na comparação com as demais capitais e regiões metropolitanas participantes da pesquisa, Campo Grande registrou o segundo maior aumento no grupo Habitação, ficando atrás apenas de Curitiba, que apresentou variação de 3,16%. Dentre os demais grupos, Habitação acumula a maior variação nos últimos 12 meses, com alta de 7,56%", esclarece a Seção de Disseminação Informação do IBGE no Estado (SDI-MS).
 
Feito um raio-x sobre esse grupo, é possível observar que o aumento de 4,62% e impacto de 0,25 p.p. da energia elétrica no índice geral foi um dos principais subitens "vilões" a pesar no resultado, junto das elevações nos preços: 
 
- sabão em barra (3,25%),
- gás de botijão (2,10%),
- água sanitária (1,66%) e 
- condomínio (1,06%).
 
Apesar da influência, "Habitação" é somente o terceiro maior grupo em relação ao peso que exerce no índice local, atrás de "Alimentação e Bebidas" e "Transportes", que caíram 1,49% e 0,04%, respectivamente.
 
Essa queda de 1,49% em "Alimentação e Bebidas", por exemplo, é fortemente influenciada pela queda nos preços da alimentação em domicílio (-1,14%).
 
Vilão em outras épocas, desta vez o tomate chegou a registrar queda de -30,80%, junto da  batata-inglesa (-26,39%), do feijão-carioca (-12,18%) e do café moído (-2,39%) que ficaram mais baratos no período. 


Fonte: Correio do Estado
Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil
 
 

 

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Brasileiros têm mais de R$ 5,1 bilhões esquecidos em bancos

BC informa que R$ 15,8 bilhões já foram devolvidos

Agro de MS recebe crédito recorde do BNDES

Volume de R$ 576,8 milhões aprovado no primeiro semestre supera em 74% o registrado no mesmo período de 2025 e é o maior da série histórica do banco

Empresas do Simples Nacional poderão ter quitação automática de tributos no split payment

Norma foi divulgada por meio de resolução publicada no Diário Oficial da União




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---