Com inflação em queda, poupança tem maior ganho real em 11 anos



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12/06/2017 - 00:00

A queda da inflação está contribuindo para elevar a rentabilidade da mais tradicional modalidade de aplicação financeira no país. No acumulado em 12 meses até maio, a caderneta de poupança ofereceu um ganho real (descontada a inflação) de 4,37%, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. Trata-se da maior taxa de retorno desde 2006, quando a modalidade rendeu 5,1% na mesma base de comparação.

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (9), que o índice de que mede a inflação oficial do país (IPCA) ficou em 0,31% no mês de maio, acumulando variação de 3,6% em 12 meses. Com isso, o ganho real da poupança no mês foi de 0,27%.

No acumulado em 5 meses, o retorno descontada a inflação está em 1,66%, se aproximando do ganho real obtido nessa aplicação durante todo o ano passado (1,9%).

Em maio, os depósitos na poupança superaram os saques pela primeira vez desde dezembro de 2016, segundo informou o Banco Central. No mês passado, foram depositados R$ 180,2 bilhões e retirados R$ 179,9 bilhões dessa modalidade, o que resultou num resultado positivo de R$ 292,6 milhões. Apesar do resultado positivo de maio, em 2017 a poupança ainda registra retirada líquida (superior aos depósitos) de R$ 18,38 bilhões.

Regras da poupança

"A regra continua é a mesma, o que mudou é que com a inflação surpreendendo positivamente, a poupança, que antes vinha perdendo para a inflação, passou a ser uma grande vantagem, ganhando poder de compra", afirma o diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Pelas regras da caderneta de poupança, o rendimento está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR), quando a taxa básica de juros, a Selic, está acima de 8,5% ao ano. Quando o juro cai para 80,5% ou menos, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais TR. Atualmente, os juros estão em 10,25% ao ano.

Entre as vantagens que tornam a poupança a aplicação mais popular está ainda a possibilidade de investir qualquer valor, de resgatar qualquer valor a qualquer momento, e a isenção do pagamento de imposto de renda.

O levantamento da Economatica mostra que, em 12 meses, a rentabilidade da poupança supera o retorno das aplicações em ouro, euro e dólar, mas ainda fica atrás do CDI e do Ibovespa.

Poupança e Selic

Apesar de a poupança ainda perder para diversos outros tipos de aplicações como CDI, fundos e Tesouro Direto, o diretor da Anefac lembra que essa modalidade é isenta de imposto de renda e que a perspectiva de novos cortes na taxa básica de juros ao longo do ano também ajuda a aumentar as vantagens da poupança.

"Toda vez que a Selic cai, começa a aumentar a vantagem da poupança, uma vez que ela tem um ganho real garantido. Então a tendência para os próximos meses é que a poupança comece também a recuperar terreno inclusive frente aos fundos de investimentos", explica Oliveira.

Pelos cálculos da Anefac, mesmo com a Selic em 10,25% ao ano, a poupança já começa a ganhar dos fundos de investimento, nos casos em que a taxa de administração é acima de 2%, uma vez que o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic.

Fonte: G1

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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