Comida mais cara e combustíveis são vilões na inflação de Campo Grande

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo foi de 1,02% em abril

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12/05/2026 - 13:28

Conforme atualização pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que mede a inflação de Campo Grande e demais localidades fechou em 0,67% nacionalmente e 1,02% na Cidade Morena em abril, com a batata-inglesa e combustíveis pressionando o bolso do campo-grandense durante o quarto mês de 2026.
 
Com o índice 0,37% acima da média nacional, esse valor de 1,02% fica também 0,09 ponto percentual (p.p.) acima do registrado em março (0,93%), sendo um acumulado de 2,63% neste ano e  3,08% nos últimos doze meses. 
 
Em um "raio-x" sobre os grupos que impactam o Índice, os maiores pesos para o IPCA de abril foram registrados em: 
 
- Alimentação e bebidas (variação= 1,86%; impacto de 0,41 p.p.),
 
- Saúde e cuidados pessoais (variação= 1,08%; impacto de 0,14 p.p.) 
 
- Transportes (variação= 1,04%; impacto de 0,23 p.p). 
 
Após figurar com a 2ª menor inflação nacional em fevereiro deste ano, com esse valor do IPCA de abril Campo Grande fica na décima terceira colocação entre as localidades pesquisadas, atrás de: 
 
Brasília - 0,16%
São Paulo - 0,55%
Vitória - 0,56%
Rio Branco - 0,56%
Belo Horizonte - 0,61%
Salvador - 0,64%
Curitiba - 0,66%
Porto Alegre - 0,67%
Rio de Janeiro - 0,73%
Fortaleza - 0,81% 
Recife - 0,82% e 
Aracaju - 0,84
 
Inflação em CG
 
Dentro do principal impacto do IPCA de abril na Capital, "Alimentação e bebidas" já acumula alta de 3,21% no 1º quadrimestre de 2026, com as refeições em domicílio ficando 2,06% no registro mais recente. 
 
Nesse sentido, alguns itens aparecem como "vilões" do grupo, como os impactos das altas sobre:
 
batata-inglesa (+23,81%);
repolho (+19,41%); 
cebola (+18,70%) e 
tomate (+10,11%)
Enquanto a alimentação fora do domicílio também registrou alta, de 1,30% em abril na Capital - influenciada pelos saltos de 1,63% e 0,36% para 2,92% e 0,58% nos preços dos lanches e refeições, respectivamente -, do outro lado da balança, o campo-grandense viu o mamão (-9,96%), o café moído (-1,71%) e o pão francês (-1,26%) ficaram mais baratos no mês de maio. 
 
Aqui cabe esclarecer que, além da maior variação mensal, o grupo de "Alimentação e bebidas" também responde pelo maior peso na composição desse índice e, portanto, pode gerar maior impacto no cálculo da inflação em CG. 
 
O maior exemplo dessa base de cálculo, cabe citar, é observado junto ao grupo de Transportes, que não foi a segunda maior variação mensal mas possui peso o suficiente para ser o segundo maior impacto no IPCA de abril em Campo Grande. 
 
O aumento em Transportes (de 1,04%) resultou em um impacto de 0,23 ponto percentual no IPCA, influenciado pelas altas do: ônibus intermunicipal (7,27%), do óleo diesel (3,42%) e de gasolina (3,09%).
 
Esse cenário influenciado pela disparada nos preços  diesel e gasolina já vem sendo observado há algum tempo,  em um contexto de aumento recente dos combustíveis, influenciado pelo cenário internacional do petróleo
 
Em seguida, o 3° grupo com mais peso na medição do índice, Habitação (0,93%), apresentou a quarta maior variação no mês entre os grupos pesquisados, onde destacam-se os reflexos dos seguintes subitens:  cimento, que apresentou alta de 5,54%, e energia elétrica residencial (2,27%).
 

Fonte: Correio do Estado
Foto: Miguel Schincariol/ AFP
 

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