Comissão aprova fim da reeleição a cargo majoritário em 2018



Essa página teve 27 visualizações


06/09/2013 - 00:00

O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados criado para debater a reforma política aprovou ontem o fim da reeleição para cargos majoritários - presidente, governador e prefeito - e a coincidência das datas das eleições a cada quatro anos.
O caminho para a proposta se tornar realidade, no entanto, é longo. A ideia é que o novo regramento passe a valer a partir de 2018. Antes, no entanto, as propostas precisam ser ratificadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Na hipótese de a matéria ser aprovada, prefeitos e vereadores eleitos em 2016 cumpririam "mandato tampão" até 2018.
Para o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), a coincidência das eleições representará economia aos cofres públicos. "Hoje os políticos vivem permanentemente em campanha eleitoral", frisou.
"[A coincidência] fará bem para o exercício da cidadania", observou a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que preside a Comissão Especial de Reforma Política com Participação Popular.
A ex-prefeita de São Paulo lembrou ainda que os temas já foram debatidos e aprovados por outras comissões que discutiram a reforma política e, posteriormente, não foram ratificados pela Casa. Para Erundina, a reforma política será uma realidade se partir de uma proposta de iniciativa popular.
Na próxima semana, o grupo de trabalho vai debater a fidelidade partidária, a possibilidade do fim das coligações e a duração do mandato. Ficou agendado para o dia 19, a palavra final do colegiado sobre mudanças no sistema eleitoral do país.

Polêmica

A reforma política, no entanto, é um tema que suscita polêmicas. O PT, por exemplo, defende com unhas e dentes o financiamento público exclusivo de campanha e barrou o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), que apresentara projeto de reforma política que tramitava na Câmara dos Deputados.
Fontana, inclusive, foi convidado a se retirar da Comissão Especial criada para debater o tema. O deputado federal Cândido Vaccarezza foi aclamado com a presidência do colegiado numa manobra arquitetada com o PMDB. A influência peemedebista causou tremores nos pilares do PT que saíram em defesa de Fontana e pediram que o partido determinasse a saída de Vaccarezza da Comissão.
Mais tarde, o PT pronunciou-se declarando que Vaccarezza não representava o partido no órgão e que tal representação recaía sobre o deputado federal e ex-presidente nacional do partido, Ricardo Berzoini.
Nesta semana, após evento no Rio de Janeiro, o deputado gaúcho declarou apoio formal à proposta de reforma política de iniciativa popular encabeçada por entidades como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e outras entidades da sociedade civil.

 

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

Expectativa é que economia do país cresça 1,85%

Governo divulga novos preços de combustíveis para cálculo do ICMS

Valores definidos pelo Confaz servem de base para tributação estadual e entram em vigor em 1° de maio

Renda comprometida do brasileiro com dívidas atinge nível recorde, diz BC

Quase metade da população está endividada no Brasil




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---