Dívida de 138 mil campo-grandenses soma mais de R$ 110 milhões



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09/06/2015 - 00:00

O governo Federal pretende investir R$ 4,9 bilhões na construção da ferrovia Norte-Sul, que sairá de Goiás, passará por São Paulo e chegará em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. A nova etapa do Programa de Investimento em Logística foi lançada hoje, com o intuito de modernizar a infraestrutura de transportes do país.

A previsão é de que sejam investidos R$ 86,4 bilhões em ferrovias de todo o país, que vão contribuir para o escoamento de grãos que cresce a cada ano. Em Mato Grosso do Sul, atualmente há apenas uma ferrovia que é uma concessão da Rumo ALL e foi desativada recentemente.

Campo Grande registrou quase 100 mil consumidores inadimplentes em janeiro deste ano e um total de mais de R$ 92 mil em dívidas. Cinco meses depois, eram mais de 138 mil endividados e R$ 117 milhões em dívidas.

Os dados, levantados pela ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), apontam também que, em um ano, de 31 de maio de 2014 a 31 de maio de 2015, o número de endividados mais que dobrou na cidade. Antes, cerca de 67 mil pessoas estavam inadimplentes em Campo Grande, somando um total mais de R$ 66 milhões em dívidas.

Crescimento - Um ano depois, a quantidade de endividados subiu para 138 mil. O total da dívida desses inadimplentes excede os R$ 117 milhões.

Para o presidente da ACICG, João Carlos Polidoro, o aumento tem várias explicações. Uma delas está relacionado ao registro de inadimplentes por parte das empresas. "Muitas empresas que não negativavam começaram a negativar desde o segundo semestre do ano passado. Isso reflete em relação ao período que está sendo comparado", explica.

Mas os números não se limitam a essa questão. Para ele, há crescimento na inadimplência principalmente em virtude do desemprego. Setores como o da construção civil e o próprio comércio estão desempregando, segundo a análise do presidente.

Aumentos - "E ainda há a inflação e as tarifas públicas, como a energia, água, telefone e combustível, que geraram aumentos. Tudo isso subiu, mas a renda do trabalhador em geral não cresceu como essas contas. Isso leva o consumidor a decidir o que pagar, quais contas quitar, o que também acaba gerando inadimplência", avalia Polidoro.

No entanto, a responsabilidade não está apenas "sobre os ombros" da atual situação macroeconômica, de acordo com ele. "A realidade econômica do país e o desenvolvimento têm que andar juntos para que haja desenvolvimento da renda, mas quando essa situação chega ao consumidor, ele precisa ter controle de suas contas", aconselha.

A diarista Elen Ribeiro, de 32 anos, levou um susto quando foi até à ACICG para consultar a situação de seu nome na praça. "Comprei parcelado um aparelho de som de R$ 1.400. Dei R$ 300 de entrada e recentemente paguei R$ 221 em parcelas, mesmo assim, atrasei dois meses e agora vi que minha dívida já está em R$ 1.600", conta.

"Com certeza vou precisar várias diárias a mais pra dar conta de pagar tudo isso", conclui.

Gestão - Para Polidoro, é preciso cautela na hora de gerenciar as contas. "Quando o consumidor se depara com a falta de condições, ele tem que tomar a atitude de fazer ajustes e controlar os gastos. O consumidor precisa ter a consciência de que ele precisa gerenciar seu orçamento doméstico", pontua.

A associação comercial oferece caminhos para combater as dívidas. Entre as alternativas está a Semana da Conciliação, que neste ano ocorre de 29 de junho a 3 de julho. A ação ajuda a colocar credor e devedor um do lado do outro para chegarem em um acordo e resolver o problema da inadimplência.

Fonte: Campo Grande News

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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