Dívida pública recua 1,35% em julho, para R$ 2,17 trilhões



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28/08/2014 - 00:00

A dívida pública federal, que inclui os endividamentos interno e externo do governo, recuou 1,35% em julho, para R$ 2,17 trilhões, segundo informações pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em junho, o endividamento público estava em R$ 2,20 trilhões.

Segundo informações do governo, a queda da dívida pública no mês passado está relacionada com o forte volume de vencimentos de títulos públicos, que somou R$ 82,88 bilhões. Ao mesmo tempo, foram emitidos R$ 31,34 bilhões em papéis do governo em julho, o que resultou em um "resgate líquido" (acima das emissões) de R$ 51,53 bilhões no período. Também foi contabilizada despesa com juros no valor de R$ 19,16 bilhões em julho, aumentando o endividamento público.

O coordenador-geral de Administração da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, informou que a Copa do Mundo, que gerou menos dias úteis, também ajudou na queda da dívida pública em julho ao diminuir o volume de emissões de títulos públicos. As emissões da dívida interna em julho, por exemplo, somaram R$ 31,29 bilhões - o menor valor desde fevereiro deste ano (R$ 27,38 bilhões).

Programação para 2014

De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida pública pode chegar ao patamar máximo de R$ 2,32 trilhões no fim deste ano – R$ 198 bilhões a mais em relação ao fechamento de 2013.

O Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública, feito pelo Tesouro Nacional, também estabelece um piso de R$ 2,17 trilhões para o débito público no fim deste ano, o que representaria uma alta de R$ 48 bilhões em comparação com dezembro do ano passado.

Em 2014, os vencimentos de títulos públicos previstos somam R$ 544 bilhões, ao mesmo tempo em que os encargos da dívida pública totalizam R$ 54 bilhões. O governo prevê, entretanto, o uso de R$ 121,8 bilhões em recursos orçamentários para pagar os vencimentos neste ano.

Perfil da dívida

Os números do governo federal, calculados após a contabilização dos contratos de "swap cambial", mostram que o estoque de títulos prefixados (papéis que têm a correção determinada no momento do leilão) somou R$ 834 bilhões em julho, ou 40,1% do total, contra R$ 883 bilhões, ou 41,8% do total, em junho.

Os swaps cambiais são contratos para troca de riscos. O Banco Central oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento deles, o BC se compromete a pagar uma taxa de juros sobre valor dos contratos e recebe do investidor a variação do dólar no mesmo período. É uma forma de a instituição garantir a oferta da moeda norte-americana no mercado, mesmo que para o futuro, e controlar a alta da cotação.

Os títulos atrelados aos juros básicos da economia (os pós-fixados), por sua vez, tiveram sua participação marginalmente elevada em julho. No fim do mês passado, estes títulos públicos representavam 10,57% do estoque total da dívida interna, ou R$ 220 bilhões, contra 10,56% do total (R$ 222 bilhões) em junho.

A parcela da dívida atrelada aos índices de preços (inflação) somou 38,63% em julho deste ano, ou R$ 804 bilhões, contra 37,69% do total em junho de 2014 – o equivalente a R$ 795 bilhões.

Os ativos indexados à variação da taxa de câmbio, por sua vez, somaram 10,69% do total (R$ 222 bilhões) em julho, contra R$ 209 bilhões, ou 9,9% do total, em junho deste ano. O aumento da dívida atrelada ao dólar se deve à emissão de contratos de swap cambial.

Fonte: G1

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