Emprego na indústria cai pelo sexto mês seguido, diz IBGE



Essa página teve 55 visualizações


12/11/2014 - 00:00

O emprego na indústria brasileira registrou queda de 0,7% em setembro, a sexta seguida, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Frente ao mesmo mês do ano passado, a retração foi ainda maior, de 3,9% - o 36º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e mais intenso desde outubro de 2009, quando o indicador recuou 5,4%.

Com isso, no terceiro trimestre deste ano, o índice de emprego tem queda de 3,7% e, no ano, de janeiro a setembro, de 2,8% (ambas em relação ao mesmo período de 2013). Em 12 meses, o recuo é de 2,6%.

Frente a setembro de 2013, o contingente de trabalhadores diminuiu em 13 dos 14 locais pesquisados, com o principal impacto negativo partindo de São Paulo, onde a queda foi de 4,7%, pressionado pelo dado negativo das indústrias de meios de transporte (-7,0%), máquinas e equipamentos (-6,1%) e produtos de metal (-9,0%), entre outras.

No ano, foram registradas taxas negativas em 13 locais e em 15 dos 18 setores investigados, com o maior impacto negativo vindo também de São Paulo (-4,0%). A única pressão positiva veio de Pernambuco, cujo emprego na indústria subiu 0,9%. Na análise por setores, as contribuições negativas mais relevantes partiram de produtos de metal (-7,0%), máquinas e equipamentos (-5,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-6,9%), entre outros.

Após dois meses de alta, a produção da indústria nacional registrou queda de 0,2% em setembro, na comparação com o mês anterior, de acordo com o IBGE, em divulgação da semana passada.

Na comparação com o mesmo período de 2013, a atividade fabril recuou ainda mais, 2,1%, a sétima queda seguida. Considerando o resultado de setembro, o setor acumula baixa de 3,7% no terceiro trimestre, de 2,9% nos nove primeiros meses do ano e de 2,2% em 12 meses.

Horas de trabalho

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria recuou 0,2% frente a agosto, a quinta taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 3,3%. Na comparação trimestre contra trimestre anterior, indicador recuou 1,9%.

Na comparação com setembro de 2013, o número de horas pagas recuou 4,2%, com destaque para máquinas e equipamentos (-8,3%), meios de transporte (-7,7%) e produtos de metal (-10,1%), entre outros. Assim como nas outras comparações, São Paulo teve a maior queda, de 5,2%, pressionado pela redução no número de horas pagas nos setores de máquinas e equipamentos (-9,2%) e meios de transporte (-7,6%), entre outros.

Salários

Em setembro, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria recuou 1,3% frente ao mês imediatamente anterior. Verifica-se a influência negativa da indústria de transformação (-1,5%), já que o setor extrativo mostrou avanço de 3,2%. Na comparação trimestre contra trimestre anterior, o valor da folha de pagamento real recuou 3,9%.

Na comparação com igual mês do ano anterior, os salários caíram 3,5%, a quarta taxa negativa seguida nesse tipo de confronto e a mais intensa desde novembro de 2013 (-3,6%). No fechamento do terceiro trimestre, o indicador tem queda de 2,9% e no acumulado em nove meses, de 0,1%.

A principal influência negativa foi vista em São Paulo (-5,4%), pressionado pela queda nos setores de meios de transporte (-12,5%), alimentos e bebidas (-7,2%), além de máquinas e equipamentos (-5,1%), entre outros.

Fonte: G1

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Campo Grande registra alta de 1,31% na inflação em maio, com destaque para habitação

Alimentação e saúde aparecem na sequência como as maiores altas

Campo Grande aparece com a maior inflação do País em maio

Energia elétrica e tomate são "vilões" do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na Cidade Morena, que empata com Aracaju na maior variação percentual no período




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---