Endividamento sobe e tem novo recorde histórico de 80,4%

Recorde anterior pertencia a fevereiro, quando índice bateu os 80,2%

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07/04/2026 - 13:54

O percentual de endividamento das famílias chegou a 80,4% em março deste ano, de acordo com a nova pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta terça-feira (7). O número representa o maior índice da série histórica. O recorde anterior pertencia ao mês passado, quando bateu 80,2%.

Em comparação com março de 2025, o índice apresenta um crescimento de 3,3 pontos percentuais — era de 77,1% há um ano. Em relação ao mês de fevereiro deste ano, houve crescimento de 0,2 ponto percentual — era de 80,2%.

O índice de endividamento representa as famílias que relataram ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

A pesquisa mostrou pequenas variações do endividamento em algumas faixas de renda. Nas famílias com renda de três a cinco salários mínimos houve um pequeno recuo no endividamento, passando de 82,9% em fevereiro para 82,6% em março.

No período analisado, as famílias com maior renda, ou seja, naquelas com mais de dez salários mínimos houve aumento. O endividamento passou de 69,3% para 69,9%.

Famílias endividadas por faixa de renda:

0 a 3 salários mínimos: 82,9%

3 a 5 salários mínimos: 82,6%;

5 a 10 salários mínimos: 79,2%;

mais do que 10 salários mínimos 69,9%.

Inadimplência

A pesquisa da CNC revela a percepção das famílias quanto à inadimplência, diferente de outros levantamentos que apuram a inadimplência em instituições financeiras verificando a proporção de contas em atraso.

Projeção

No entendimento da CNC, o endividamento deve continuar subindo no primeiro semestre deste ano. O recuo deve vir com a chegada dos efeitos da flexibilização da política monetária.

A inadimplência das famílias ficou estável de fevereiro para março, ou seja, marcou 29,6%. A taxa é a maior desde novembro do ano passado (30%). A pesquisa também revelou que 12,3% dos entrevistados afirmaram não ter condições de pagar as dívidas. O resultado representa uma retração em relação a fevereiro, quando o percentual apurado foi de 12,6.

Quanto à inadimplência, esta vai depender de “possíveis impactos inflacionários decorrentes de incertezas quanto ao aumento de itens como energia e combustíveis”.

O governo federal trabalha em um plano para que os brasileiros possam renegociar dívidas em condições mais favoráveis junto às instituições financeiras. O objetivo é reduzir a inadimplência e o endividamento para que melhore a percepção de avanço nas condições financeiras pessoais e familiares com foco nas eleições deste ano.


Fonte: metropoles.com/Deivid Souza
Foto: Divulgação

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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