Georgieva, do FMI, vê perspectivas ruins para economia global e aumento dos riscos de recessão

FMI reduzirá sua previsão de crescimento para 2023 de 2,9%

Essa página teve 82 visualizações


07/10/2022 - 08:45

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduzirá na próxima semana sua previsão de crescimento global de 2,9% em 2023, disse a diretora-gerente do fundo, Kristalina Georgieva, nesta quinta-feira, citando riscos crescentes de recessão e instabilidade financeira.

 

Georgieva disse que as perspectivas para a economia global estão piorando devido aos choques causados pela pandemia da Covid-19, a invasão russa da Ucrânia e os desastres climáticos em todos os continentes, e que ainda pode piorar.

 

"Estamos passando por uma mudança fundamental na economia global, de um mundo de relativa previsibilidade... para um mundo com mais fragilidade, maior incerteza, maior volatilidade econômica, confrontos geopolíticos e desastres naturais mais frequentes e devastadores", disse ela em texto de um discurso na Universidade de Georgetown.

 

Georgieva disse que a velha ordem, caracterizada por taxas de juros e inflação baixas, está dando lugar a uma em que "qualquer país pode ser desviado do curso mais facilmente e com mais frequência".

 

Ela disse que todas as maiores economias do mundo - Europa, China e Estados Unidos - estão desacelerando, o que está diminuindo a demanda por exportações de países emergentes e em desenvolvimento, já duramente atingidos pelos altos preços de alimentos e energia.

 

O FMI reduzirá sua previsão de crescimento para 2023 de 2,9%, sua quarta revisão para baixo neste ano, quando divulgar seu relatório Perspectiva Econômica Global na próxima semana, disse Georgieva. O credor global deixará sua previsão atual de crescimento de 3,2% em 2022 inalterada, disse ela, e não deu números para a nova previsão de 2023.

 

A guerra na Ucrânia e os riscos econômicos globais vão dominar os encontros anuais do FMI e do Banco Mundial na próxima semana em Washington, que reúnem ministros das Finanças e banqueiros centrais de todo o mundo.

 

O FMI estima que os países que respondem por cerca de um terço da economia mundial terão pelo menos dois trimestres consecutivos de contração neste ano ou no próximo, disse Georgieva.

 

"E mesmo quando o crescimento for positivo, irá parecer uma recessão por causa da queda da renda real e aumento dos preços", disse ela.

 

Georgieva disse que a inflação permanece alta, mas os bancos centrais devem continuar a responder de forma decisiva, mesmo que a economia desacelere.

 

Georgieva pediu maior apoio aos mercados emergentes e países em desenvolvimento, observando que as altas taxas de juros nas economias avançadas e o dólar forte provocaram saídas de capital.

 
 

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Ministério da Saúde suspende vacina contra dengue após reações graves

Governo apura 42 casos severos após uso do imunizante; 2 óbitos seguem em investigação

Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano

Para 2027, a projeção variou de 4,02% para 4,03%

Após fracasso, balneário em Bonito volta a leilão com desconto de R$ 5 milhões

Sem receber propostas em março, imóvel turístico de 35 hectares volta ao mercado com lance inicial de R$ 10 mi




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---