Guedes alerta: se adiada, reforma administrativa terá de ser mais dura



Essa página teve 57 visualizações


06/04/2021 - 08:15

Guedes alerta: se adiada, reforma administrativa terá de ser mais dura

Ministro disse que mudanças nas regras do funcionalismo público deveriam ser aprovadas neste ano pelo Congresso Nacional

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (05/04) que a reforma administrativa terá que ser "mais dura" se não sair do papel no curto prazo. Por isso, voltou a defender a aprovação da reforma administrativa e também da reforma tributária ainda neste ano pelo Congresso Nacional.

"Seria um erro muito grande atrasar essa reforma agora porque, quanto mais para o futuro ficar, mais dura ela vai ser, mais difícil vai ser. Se deixar para um outro governo na frente, o governo vai ser muito mais duro porque, até lá, tudo isso continua desajustado e continuou piorando", afirmou Paulo Guedes, referindo-se às regras do funcionalismo público. "Eu acho que seria muito bom fazer agora", reforçou.

Em live da XP Investimentos, o ministro disse que a proposta de reforma administrativa do governo tem "parâmetros parecidos com os do resto do mundo" e foi "bastante calibrada" para não atingir os direitos dos atuais servidores públicos. "O presidente sempre exigiu que não fosse atingido nenhum direito adquirido", ressaltou, dizendo que a ideia é estabelecer novas regras de estabilidade para quem ainda vai entrar no funcionalismo.

A reforma administrativa já foi apontada como uma das prioridades do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). No fim de fevereiro, Lira chegou a dizer que seria possível aprovar a reforma administrativa em dois ou três meses. A proposta, contudo, ainda não passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Por isso, o presidente da Câmara já admitiu rever esse prazo. Guedes, por sua vez, disse que o intuito do Congresso é aprovar a reforma ainda neste ano.

Tributária

O ministro ainda defendeu a aprovação da reforma tributária neste ano, como também foi prometido pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). "Nossa reforma é relativamente simples e eficaz, simplifica bastante e é uma reforma de coisas que todos vocês esperam, como reduzir imposto sobre pessoas jurídicas", afirmou Guedes, na live com o mercado financeiro.

A equipe econômica também avalia, contudo, propor a tributação das transações financeiras digitais e a criação de impostos seletivos na reforma tributária, para, desta forma, reduzir os encargos trabalhistas e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Guedes lembrou, então, que o governo deve enviar suas propostas para o Congresso por etapas e admitiu que essa reforma "é um pouco mais complicada".

"Tudo tem sua ordem. Agora está acontecendo o Orçamento, tem um pipeline de reformas que já estão lá dentro. Assim que desentupir isso, vamos entrando com as outras. A administrativa, por exemplo, está lá, seria um candidato mais fácil de fazer que a tributária", afirmou o ministro, dizendo que "seria muito bom para o Brasil" ter essas reformas aprovadas neste ano.

Fonte: Correio Braziliense

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Faltando 1 mês, 395 mil ainda não declararam Imposto de Renda em MS

Receita Federal espera receber 650 mil documentos até 29 de maio no Estado

Pesquisa aponta redução no preço do diesel no anel viário de Campo Grande

Análise considera os preços de seis postos situados em regiões estratégicas do anel viário




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---