Inflação medida pelo IGP-DI cai em janeiro e acumula 6,02% em 12 meses



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07/02/2017 - 00:00

A inflação, medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), fechou o mês de janeiro com variação de 0,43%, mostrando uma desaceleração de preços que chegou a 0,4 ponto percentual em relação a dezembro último, quando foi de 0,83%. Com o resultado, o IGP-DI acumulado nos últimos doze meses é de 6,02%.

O índice foi divulgado hoje (7), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e se refere aos preços coletados entre os dias 1º e 31 de janeiro. Em janeiro de 2016, o IGP-DI havia variado 1,53%.

A desaceleração do índice de dezembro para janeiro foi determinada pela variação dos preços ao produtor, uma vez que tanto os preços ao consumidor quanto os relativos à construção civil fecharam o mês em alta.

Segundo dados divulgados pela FGV, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) encerrou janeiro com variação de 0,34%, uma retração de 0,76 ponto percentual em relação a 1,1% da variação de dezembro do ano passado.

A retração dos preços ao produtor reflete a queda em dois dos três índices componentes do IPA. O item Bens Finais teve seus preços reduzidos de uma alta de 0,24% para um deflação (inflação negativa) em janeiro: 0,61%; enquanto o preços do grupo Matérias-Primas Brutas teve queda de 1,4 ponto percentual entre dezembro e janeiro (de 2,08% para 0,24%).

Já os preços do grupo Bens Intermediários subiram de 1,11% para 1,47% entre dezembro e janeiro – alta de 0,36 ponto percentual.

Preços ao Consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acusou variação de 0,69% em janeiro, ante 0,33% de dezembro, portanto, uma alta de 0,36 ponto percentual entre um período e outro. Neste caso, contribuíram para a alta os preços de quatro das oito classes de despesa componentes do índice.

A contribuição de maior magnitude para o avanço do IPC partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou de 0,95% para 4,15%. Nesta classe de despesa, destaca-se o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 0,00% para 9,80%.

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,71% para 0,35%), Vestuário (0,73% para -0,27%), Despesas Diversas (1,50% para 0,39%) e Alimentação (0,44% para 0,39%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Fonte: Agência Brasil

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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