IPCA-15 autoriza BC a cortar juros com mais força



Essa página teve 29 visualizações


22/03/2017 - 00:00

O resultado da prévia da inflação de março autoriza um corte mais forte dos juros pelo Banco Central na próxima reunião do Copom em meados de abril. O IPCA-15 ficou em 0,15%, o menor índice mensal em oito anos. Como disse em seu comentário na CBN o comentarista e colunista do G1 João Borges, “o processo inflacionário que começou lá em 2010, quebrou”.

A lembrança de João Borges é válida e merece atenção. Engana-se quem acha que a alta do IPCA foi um problema dos anos mais recentes, consequência das inconsequentes políticas adotadas pela ex-presidente Dilma Rousseff.  A raiz do processo inflacionário que assustou o país começou quando o Lula estava no comando e promovia o maior crescimento do PIB da história, de 7,5%.

O Brasil não tinha capacidade de produzir para atender a tanta demanda e o BC de Henrique Meirelles deixou o projeto do ex-presidente correr solto naquele último ano de mandato. Com a chegada de Alexandre Tombini, na gestão da sucessora do petista, o controle da inflação perdeu ainda mais espaço para não atrapalhar a ideologia de Dilma Rousseff.

Eles brincaram com fogo e quem saiu mais queimado foi o bolso dos brasileiros, especialmente os de baixa renda que não puderam se proteger dos desmandos da política econômica petista. Agora, depois de muita recessão e perdas mais profundas, tudo indica que a queda da inflação é estrutural, ou seja, a formação de preços no país está operando em novas bases e expectativas.

A crise dos últimos três anos impôs um corte profundo no consumo das famílias e uma perda abrupta à renda dos brasileiros. Ainda que a retomada do PIB acontecesse com um pouco mais de força do que está vindo, não seria suficiente para espetar o dragão com vara curta.

Por isso a estratégia do BC ganha segurança e a redução dos juros ganhará intensidade. A taxa está agora em 12,25%, depois de sofrer quatro quedas seguidas e mais tímidas desde outubro do ano passado. No Copom dos dias 11 e 12 de abril, devemos assistir a uma queda para 11,25% da taxa básica.

A dúvida que fica é se o BC poderá manter o mesmo ritmo de reduções ou terá que reavaliar a intensidade até o encontro de final de maio. Os riscos de uma alta inesperada de preços estão muito menores hoje. Os preços dos alimentos seguirão em baixa e podem cair mais se o episódio da Carne Fraca tomar mais tempo na discussão sobre a qualidade da carne brasileira.

A dúvida se mantém no campo fiscal. O buraco é gigante e está difícil cobrir os rombos. As reformas estruturais passaram a ser ameaçadas pelo corporativismo político de Brasília, apavorado com as delações do fim do mundo e suas garras. O Brasil engatinha para sair do ponto mais fundo da crise e, pelo menos por enquanto, a queda da inflação e a consequente redução dos juros são o único empurrão para cima.

Texto de Thais Herédia - Fonte: G1

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

Expectativa é que economia do país cresça 1,85%

Governo divulga novos preços de combustíveis para cálculo do ICMS

Valores definidos pelo Confaz servem de base para tributação estadual e entram em vigor em 1° de maio

Renda comprometida do brasileiro com dívidas atinge nível recorde, diz BC

Quase metade da população está endividada no Brasil




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---