IPCA-15 fica em -0,59% em maio, maior deflação desde o início do Plano Real



Essa página teve 34 visualizações


26/05/2020 - 07:54

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) caiu 0,59% em maio, segundo divulgou nesta terça-feira (26) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, o indicador – que é considerado uma prévia da inflação oficial – já havia registrado deflação de 0,01%.

Trata-se da deflação mais intensa desde o início do Plano Real, em julho de 1994, evidenciado a baixa demanda e a fraqueza da economia em meio a pandemia de coronavírus. Até então, o maior recuo tinha sido registrado em setembro de 1998, quando o IPCA-15 registrou baixa de -0,44%.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,35% e, em 12 meses, de 1,96%, bem abaixo dos 2,92% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e do centro da meta de inflação para este ano, que é de 4%.

Pesquisa da Reuters com economistas estimava queda de 0,45% em maio.

Preço da gasolina puxa deflação

Segundo o IBGE, a queda do preço da gasolina (-8,51%) foi o item que apresentou o maior impacto no resultado do mês, respondendo sozinho por uma baixa de 0,41 ponto percentual no índice geral.

A retração de 8,54% dos combustíveis também foi influenciada pela queda nos preços do etanol (-10,40%), do óleo diesel (-5,50%) e o gás veicular (-1,21%).

Na última quarta-feira (20), porém, a Petrobras aumentou o preço da gasolina nas refinarias em 12%. O valor do diesel não foi alterado. Foi o terceiro aumento consecutivo no preço da gasolina. O avanço dos preços se dá num cenário de recuperação recente dos preços do barril do petróleo no mercado internacional com novos sinais de corte na produção.

5 do 9 grupos registram deflação

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, 5 apresentaram deflação em maio, com destaque para Transportes (-3,15%) e Habitação (-0,27%).

No lado das altas, o destaque mais uma vez ficou com Alimentação e bebidas (0,46%), embora tenha havido desaceleração em relação à alta de preços em abril (2,46%).

Veja o resultado para cada um dos grupos pesquisados pelo IBGE:

  • Alimentação e bebidas: 0,46%
  • Habitação: -0,27%
  • Artigos de residência: 0,45%
  • Vestuário: -0,20%
  • Transportes: -3,15%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,13%
  • Despesas pessoais: -0,09%
  • Educação: 0,01%
  • Comunicação: 0,22%

Alimentos ficaram mais caros

Os alimentos para consumo dentro de casa ficaram em média 0,60% mais caros em maio, segundo o IBGE. Entre os itens com as maiores altas, destaque para cebola (33,59%), batata-inglesa (16,91%), feijão-carioca (13,62%), o alho (5,22%) e o arroz (2,59%).

Por outro lado, os preços da cenoura, que haviam apresentado alta de 31,67% em abril, caíram 6,41%. Já as carnes (-1,33%) acentuaram a queda em relação ao mês anterior (-0,27%).

A alimentação fora do domicílio, que inclui os serviços de delivery, subiu 0,13%, mas desacelerou na comparação com a alta verificada em abril (0,94%), especialmente por conta do lanche (0,64%), cujos preços haviam subido 3,23% no mês anterior.

Energia mais barata, eletrodoméstico mais caros

Nos artigos de residência, chamou a atenção a alta nos preços dos itens de tv, som e informática (2,81%) e dos eletrodomésticos e equipamentos (0,89%).

No grupo Habitação, a maior contribuição para a deflação em maio veio da energia elétrica (-0,72%).

Outras quedas significativas no mês foram observadas nos itens passagens aéreas (- 27,08%), gás de botijão (-1,09%) e gás encanado (-0,36%).

Todas as 11 regiões pesquisadas apresentaram deflação em maio. O maior recuo de preços foi na região metropolitana de Fortaleza (-0,23%). Já a menor variação foi na região metropolitana de Curitiba (-1,12%). Nas regiões de São Paulo e Rio de Janeiro, houve deflação de -0,52% e -0,39%, respectivamente.

Expectativa de inflação abaixo de 2% em 2020

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Segundo o relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, os analistas do mercado financeiro reduziram, de 1,59% para 1,57%, a estimativa de inflação para 2020. Foi a 11ª redução seguida do indicador.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está atualmente em 3% ao ano – mínima histórica.

O mercado segue prevendo corte na taxa básica de juros neste ano. A previsão dos analistas para a taxa Selic, no fim de 2020, segue em 2,25% ao ano. Já para o PIB (Produto Interno Bruto), a estimativa é de um tombo de 5,89%.

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Edital de convocação do Conselho Deliberativo

Reunião ordinária acontece no próximo dia 26, por meio de videoconferência

Edital de convocação do Conselho Fiscal

Reunião ordinária acontece no dia 24 de junho (quarta-feira), por meio de videoconferência

Receita paga lote especial de restituição automática em julho

Consulta poderá ser feita a partir do dia 8 de julho




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---