Ipea diz que queda de juros deve ser efetiva 'com meses de defasagem'



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05/12/2016 - 00:00

O ajuste nas contas públicas, que o governo busca implementar por meio da PEC do teto de gastos, e o "afrouxamento da política monetária", ou seja, o processo de queda dos juros por parte do Banco Central, são necessários mas não "suficientes" para garantir a "retomada consistente do crescimento", diz Carta de Conjuntura divulgada nesta segunda-feira (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

"O esperado afrouxamento da política monetária, já comentado anteriormente, pode ser um 'driver' [condutor] da retomada do crescimento, porém seus impactos devem ser mais efetivos apenas com meses de defasagem. Como o ciclo de afrouxamento [dos juros básicos] deve ser gradual, seus efeitos sobre a economia ainda devem demorar a ser percebidos com mais intensidade", diz o estudo, assinado pelos analistas José Ronaldo de Castro Souza Júnior e Paulo Mansur Levy. O mercado prevê que a taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, termine 2017 em 10,5% ao ano.

Segundo os autores do estudo, para que a economia volte a crescer de forma sustentável é preciso avançar também na agenda de reformas microeconômicas que ampliem a produtividade da economia como um todo. "A melhora do ambiente institucional é fundamental para atrair capital privado nacional e estrangeiro para investimentos de longo prazo, especialmente em infraestrutura", acrescentaram.

De acordo com o documento, dadas as "evidentes limitações orçamentárias" dos governos federal e dos estados e municípios, a atração de investimentos privados tornou-se a única alternativa. "Mais ainda, embora haja grande capacidade ociosa na economia de forma geral, a precariedade da infraestrutura brasileira já pode ser considerada uma barreira ao crescimento. Além disso, esse tipo de investimento tem importantes externalidades positivas ao restante da economia e pode ser um importante fator de crescimento para os próximos anos", informa o estudo.

Para os analistas do IPEA, outros temas importantes também devem estar presentes na discussão sobre a retomada do crescimento. São eles : a realização de uma reforma tributária, que reduza complexidade e as inúmeras distorções criadas pela a estrutura tributária atual; a alteração da legislação trabalhista, de forma a torná-la menos rígida; e o aumento do grau de exposição da economia ao comércio internacional por meio de uma abertura que estimule a melhora da competitividade das empresas instaladas no Brasil.

"Em suma, o crescimento da economia brasileira depende de uma série de mudanças estruturais, que foram seguidamente adiadas por fatores conjunturais, que permitiram que o país crescesse sem se tornar mais produtivo. Não será por meio de medidas simples de estímulos de curto prazo que o país voltará a crescer de forma consistente. O que se espera é que a gravidade da conjuntura atual seja capaz de evitar um novo e perigoso adiamento de tais mudanças", concluíram os pesquisadores.

Fonte: G1

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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