PROTAGONISMO
A soja voltou a ser o principal produto da pauta de exportações de Mato Grosso do Sul. Conforme já adiantado pelo Correio do Estado, a balança comercial do Estado registrou superávit de US$ 1,8 bilhão em março deste ano, com exportações de US$ 2,55 bilhões e importações de US$ 751,6 milhões.
O resultado foi impulsionado pela soja, que voltou a ocupar a primeira posição das exportações, após um período em que a celulose liderou os embarques estaduais.
Em março, a soja respondeu pela maior fatia das vendas externas, seguida por celulose e carne bovina. Além do fator sazonal, o câmbio segue como aliado da competitividade brasileira. Mesmo com oscilações recentes, o dólar em patamar elevado sustenta a atratividade da soja no mercado internacional, especialmente diante da demanda consistente da Ásia.
“A soja foi o principal produto que contribuiu para o superávit da balança comercial por dois fatores, em razão do momento sazonal referente à colheita da soja e por causa da quantidade ofertada de soja no mercado. Como a demanda pela soja brasileira permanece aquecida, mesmo com preços um pouco mais baixos na comparação com o mesmo período de 2025, a quantidade comercializada acaba contribuindo para o montante”, pondera o analista de Economia da Aprosoja-MS, Mateus Fernandes.
No campo das importações, o gás natural voltou a liderar o ranking, seguido por caldeiras, álcool, cobre e máquinas de empacotar, o que evidencia a dependência energética do Estado.
MILHO
O plantio da segunda safra 2025/2026 de milho foi concluída em Mato Grosso do Sul. A região sul está com o plantio 100% concluído, enquanto a região central está com 99,4% e a região norte com 96,3% de média. A área plantada até o momento, conforme estimativa do Siga MS, é de 2,195 milhões de hectares.
A produtividade média esperada é de 84,2 sacas por hectare, alinhada à produtividade média observada nas últimas cinco safras do Estado. Com base nesses números, a expectativa é de uma produção total de 11,139 milhões de toneladas.
A estimativa para a safra atual aponta para um aumento de 3% na área plantada, mas há uma redução na produtividade e no volume total de produção. Em comparação com o ciclo anterior, a produtividade deve ser inferior em 22,4% e a produção em 20,1%.
“Essa estimativa leva em consideração o desempenho das últimas cinco safras e faz a comparação direta com o resultado do ciclo anterior. O fato de a segunda safra 2024/2025 ter tido uma produção excelente ajuda a explicar por que a estimativa para este novo ciclo é inferior”, detalha o boletim Casa Rural.
A atual segunda safra de milho deve ocupar aproximadamente 46% da área destinada à soja no Estado, uma redução significativa em comparação aos 75% que já ocupou anteriormente.
O milho tem se destinado às áreas com menor risco climático, já as demais áreas devem ser ocupadas com sorgo, milheto, pastagem e outras culturas alternativas de segunda safra.