Mercado baixa previsão de alta do PIB e vê inflação em 6,49% em 2015



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01/12/2014 - 00:00

As expectativas dos economistas para o crescimento da economia e para a inflação pioraram na última semana. Segundo dados do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, as previsões para o PIB deste e do próximo ano foram reduzidas. Já a expectativa de inflação para 2015 subiu para perto do teto do sistema de metas brasileiro. O relatório é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para a inflação, a expectativa dos economistas para este ano permaneceu em 6,43%. Para o próximo ano, no entanto, subiu de 6,45% para 6,49%. A meta de inflação é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. Dessa forma, o teto é de 6,5% – ou seja, apenas 0,01 ponto percentual acima da inflação esperada para 2015.

Em doze meses até outubro, o IPCA, considerada a inflação oficial do país, desacelerou, somando 6,59% – valor que ainda está acima do teto de 6,5%. A meta, porém, vale somente para anos fechados.

Produto Interno Bruto

Para o Produto Interno Bruto (PIB), os economistas baixaram, na semana passada, a estimativa de uma alta deste ano de 0,2% para 0,19%. Se confirmada, será a menor expansão desde 2009, quando o PIB teve retração de 0,33%. Para 2015, a estimativa de expansão da economia recuou de 0,8% para 0,77%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira saiu por pouco da recessão técnica no terceiro trimestre de 2014 – quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% na comparaçao com o trimestre anterior. De janeiro a setembro, a economia teve expansão de 0,2% frente ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado em quatro trimestres até setembro, a alta foi de 0,7%.

Taxa de juros

Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que avançou para 11,25% ao ano no fim de outubro, a expectativa do mercado continua sendo de um novo aumento de 0,25 ponto percentual, para 11,5% ao ano, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC – que acontece nesta terça e quarta-feiras (dias 2 e 3 de dezembro).

Para o fechamento de 2015, a previsão permaneceu em 12% ao ano – o que pressupõe mais elevação em 2015. A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Em 2014, 2015 e 2016, a meta central é de 4,5% e o teto é de 6,5%.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 permaneceu em R$ 2,55 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio avançou de R$ 2,65 para R$ 2,67 por dólar.

A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 caiu de US$ 100 milhões para um saldo zero na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial recuou de US$ 6,5 bilhões para US$ 6,3 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte ficou estável em US$ 58 bilhões.

Fonte: G1 

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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