Mercado reduz novamente a estimativa de inflação e de alta do PIB em 2017



Essa página teve 27 visualizações


17/04/2017 - 00:00

Os economistas das instituições financeiras baixaram novamente a previsão para a inflação ano e também para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

As expectativas foram coletadas na semana passada e divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (17) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.

Para a "inflação oficial do país", o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa caiu de 4,09% para 4,06%, a sexta queda consecutiva.

Para 2018, a previsão do mercado para a inflação recuou de 4,46% para 4,39%.

Com isso, manteve-se a expectativa de que a o indicador ficará abaixo da meta central, que é de 4,5% neste e no próximo ano.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que para isso eleva ou reduz a taxa de juros (Selic).

A meta central não é atingida no Brasil desde 2009. Naquele momento, o país ainda sentia de forma mais intensa os efeitos da crise financeira internacional que acabou se espalhando pelo mundo.

Pelo sistema vigente no Brasil, a meta de inflação é considerada formalmente cumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância também fixado pelo CMN. Para 2017, esse intervalo é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro da meta. Assim, o BC terá cumprido a meta se o IPCA terminar este ano entre 3% e 6%.

No ano passado, a inflação ficou acima da meta central, mas dentro do intervalo definido pelo CMN. Já em 2015, a meta foi descumprida pelo BC - naquele ano, a inflação superou a barreira dos 10%.

PIB

As previsões do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano baixaram de um crescimento de 0,41% para um avanço de 0,40%. Para 2018, manteve-se a expectativa de alta de 2,50%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

No ano passado, o PIB do país caiu pelo segundo ano seguido e confirmou a pior recessão já registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Taxa de juros

A expectativa do mercado para a taxa básica de juros (Selic) ficou estável em 8,5% para este ano, bem como para 2018.

Na quarta-feira passada (12), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu baixar a Selic em 1 ponto percentual, para 11,25%, o quinto corte consecutivo e o maior em 8 anos.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. A instituição tem de calibrar os juros para atingir índices pré-determinados pelo sistema de metas de inflação brasileiro.

As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Entretanto, também prejudicam a economia e geram desemprego.

Câmbio, balança e investimentos

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 ficou estável em R$ 3,23. Para o fim de 2018, a previsão para o dólar avançou de R$ 3,37 para R$ 3,40.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2017 subiu US$ 50,9 bilhões para US$ 52 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a estimativa para o superávit baixou de US$ 42,49 bilhões para US$ 42 bilhões.

A expectativa do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2017 ficou estável em US$ 75 bilhões. Para 2018, a estimativa subiu de US$ 74 bilhões para US$ 75 bilhões.

Fonte: G1

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

Expectativa é que economia do país cresça 1,85%

Governo divulga novos preços de combustíveis para cálculo do ICMS

Valores definidos pelo Confaz servem de base para tributação estadual e entram em vigor em 1° de maio

Renda comprometida do brasileiro com dívidas atinge nível recorde, diz BC

Quase metade da população está endividada no Brasil




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---