Mesmo com inflação de 0,07%, carne fica 5,06% mais cara em Campo Grande



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08/10/2014 - 00:00

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro caiu 0,07% em Campo Grande. O recuo é igual ao do mês de agosto e inferior a taxa de 0,25% registrada em julho. Com isso, a alta do custo de vida acumulada no ano fechou em 4,23%. A queda no índice foi a maior entre as 12 capitais onde o levantamento foi feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mesmo com a queda nos preços de modo geral, Campo Grande ficou entre as Capitais com maior alta no preço das carnes. O quilo ficou, em média, 5,06% mais caro. Em Vitória (ES) o aumento foi de 6,12%. A menor variação ficou com o Rio de Janeiro, com alta de 1% no preço do quilo. Em todo o país, os preços dos combustíveis, por sua vez, caíram 0,05%, com os valores cobrados pelos litros da gasolina em -0,07% e do etanol em -0,01%.

As únicas duas cidades que tiveram variação negativa em agosto foram Campo Grande e Belo Horizonte (MG), com retração de 0,02%. A maior alta no índice foi em Belém, de 0,98%, seguida de Vitória, com 0,91% e Brasília, com 0,65%.

Apenas Campo Grande e Belo Horizonte tiveram variação negativa em setembro. A capital de Minas Gerais teve retração de 0,02% no índice, número igual ao constatado em agosto. A maior alta no índice foi em Belém, de 0,98%, seguida de Vitória, com 0,91% e Brasília, com 0,65%. Os índices destas cidades também permaneceram os mesmos percebidos em agosto, segundo o IBGE.

Nacional - O índice de preços em setembro aumentou 0,57% no Brasil, bem acima da taxa de 0,25% de agosto e de 0,01% de julho. Desse modo, o acumulado no ano fechou em 4,61% e ficou acima dos 3,79% do mesmo mês de 2013.

A maior alta nos preços foi dos itens de alimentação e bebidas, o grupo mais importante na despesa das famílias, com peso de 24,73%, que teve impacto de 0,19 ponto percentual. Os preços dos alimentos voltaram a subir e foram para 0,78%, depois de três meses em queda: junho (-0,11%), julho (-0,15%) e agosto (-0,15%). Nos transportes, a alta foi de 0,63%. Com elevação de 17,85%, as passagens aéreas se apropriaram de 0,07 ponto percentual do IPCA e só foram superadas pelas carnes no ranking dos principais impactos do mês.

Também apresentaram alta no índice na taxa de variação de agosto para setembro os grupos de vestuário (de -0,15% para 0,57%), comunicação (de 0,10% para 0,13%) e despesas pessoais (de 0,09% para 0,39%). No grupo comunicação, o telefone fixo teve alta de 0,24%, em razão do reajuste médio de 1,50% ocorrido nas tarifas de fixo para móvel a partir do dia 31 de agosto. Já para o telefone celular a variação foi de -0,37%.

Fonte: Campo Grande News

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