O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, afirma que o Estado deve chegar ao final de 2032, quando o novo sistema tributário substituirá integralmente o atual, com uma economia mais estruturada e competitiva, após anos de políticas de incentivo fiscal voltadas à atração de capital privado.
O governador reconhece a necessidade de mudanças na política de incentivos fiscais adotada em seu governo e disse que o Estado vem consolidando uma base econômica capaz de sustentar o crescimento mesmo com o eventual fim dos benefícios tributários previsto na reforma tributária. Conforme apontado em levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Mato Grosso do Sul figura entre os líderes na concessão de renúncia fiscal para atrair empresas.
César também preside o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda) e participa das deliberações do Confaz, colegiado dos estados vinculado ao Ministério da Fazenda.
Para o governador, a economia sul-mato-grossense já é competitiva, independentemente da política de incentivos fiscais. “Acreditamos nisso. Tanto que temos direcionado esforços para fortalecer setores nos quais já temos vantagem, como a transição energética, a segurança alimentar e a industrialização dessas cadeias".
Recentemente, o governo estadual prorrogou até dezembro deste ano a política de Desenvolvimento Produtivo e Benefícios Fiscais, que prevê 77 incentivos fiscais distribuídos em 12 setores econômicos, incluindo agronegócio, indústria e energia.
“A importância está no fato de estarmos inseridos no coração, na liderança desse processo de transição da estrutura tributária brasileira. O Flávio reúne todas as condições para harmonizar diferentes interesses em prol de uma solução que ajude o Brasil a destravar o crescimento, beneficiando estados e municípios".
A reforma tributária começou a ser implementada gradualmente em 1º de janeiro de 2026 e deve ser integralmente aplicada até o fim de 2032. Uma das principais mudanças é a migração da tributação na origem para o destino. Com isso, a arrecadação deixa de se concentrar nos entes produtores e passa a ocorrer no local de consumo, reduzindo a guerra fiscal e alterando a distribuição das receitas.
A eleição dos primeiros dirigentes do Comitê Gestor do IBS marca o início da fase operacional da reforma. Os próximos passos incluem a aprovação do regimento interno, a definição de normas comuns e a estruturação operacional do Comitê. A partir de 2027, começa efetivamente a transição de alíquotas, com extinção gradual de ICMS e ISS até a adoção plena do IBS, até o fim de 2032.
Segundo o secretário da Sefaz, Mato Grosso do Sul está plenamente integrado ao processo do novo sistema tributário. “Nossa equipe técnica atua diretamente nas equipes do Comitê Gestor. Isso garante representação ativa do Estado em todas as etapas dessa transformação”, explicou ao Campo Grande News.
O secretário confirmou que Mato Grosso do Sul aderiu, junto aos demais estados, à medida emergencial do governo federal para reduzir o preço do diesel por meio da desoneração do ICMS, em meio à escalada da guerra envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã.