Nota de Posicionamento - PEC Emergencial



Essa página teve 29 visualizações


14/03/2021 - 12:47

A manutenção da vinculação dos fundos públicos no texto final da PEC Emergencial representa uma expressiva vitória para o Fisco. Para a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), o esforço conjunto das entidades representativas do Fisco contribuiu decisivamente para que parte consi- derável do Congresso Nacional reconhecesse a essencialidade das administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A preservação do comando constitucional que autoriza a vinculação de receitas de impostos para a realização das atividades das administrações tributárias, reforça o combate à sonegação fiscal e, portanto, protege o erário e a sociedade. Apesar de celebrar a manutenção de fontes de receitas fundamentais ao custeio e investimento nas administrações tributárias, a Fenafisco lamenta que, por outro lado, a população e os servidores públicos mais uma vez sejam duramente penalizados. Na prática, a Pec Emergencial perpetrou um duro golpe contra o Estado e, por óbvio, contra as populações mais vulneráveis e dependentes dos serviços públicos, ao proibir reajus- tes salariais dos servidores - inclusive daqueles que recebem baixos salários, ao proibir concursos públicos e, por fim, ao congelar investimentos públicos a partir do aciona- mento de gatilhos. Os efeitos da PEC, principalmente o impacto na qualidade do serviço público com a falta de investimento, serão sentidos pela população ao longo dos próximos meses e anos. No texto aprovado da PEC Emergencial, os parlamentares fixaram um limite extrema- mente baixo para o gasto com o auxílio emergencial, muito aquém das reais necessida- des do país no momento mais agudo da crise sanitária e econômica, e muito aquém do valor gasto em 2020. A média estimada de R$ 250 reais para o auxílio emergencial, defendida a ferro e fogo pela equipe econômica, é sabidamente insuficiente, seja pelo valor em si, comparado ao que foi pago em 2020, seja pela alta de preços dos alimentos e remédios verificada nos últimos meses. No ano passado, mais de 67 milhões de brasileiros necessitaram do auxílio. Com a piora nos cenários econômico e sanitário é ilusório acreditar que menos brasileiros precisem do benefício e com valor inferior. Além da drástica redução do auxílio emergencial - seja em relação ao valor, seja em relação à população atendida -,o texto aprovado também promoverá a redução do investimento público ao longo dos próximos anos, prejudicando o acesso aos serviços públicos, essenciais à população. Por onde se olha, a Pec Emergencial, definitivamente, vai piorar a situação do país. Uma lástima! Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital - Fenafisco Brasília, 12 de março de 2021

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Faltando 1 mês, 395 mil ainda não declararam Imposto de Renda em MS

Receita Federal espera receber 650 mil documentos até 29 de maio no Estado

Pesquisa aponta redução no preço do diesel no anel viário de Campo Grande

Análise considera os preços de seis postos situados em regiões estratégicas do anel viário




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---