OCDE reduz previsão de crescimento do Brasil para 2019



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21/11/2018 - 10:45

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu nesta quarta-feira (21) a previsão de crescimento da economia brasileira para 2019, devido às incertezas "ainda significantes" quanto à aprovação de reformas. A entidade estima agora que o país crescerá 2,1% no ano que vem, contra 2,5% em sua última projeção.

A projeção da OCDE está abaixo da prevista pelo mercado brasileiro. Segundo o último relatório Focus do Banco Brasil, publicado nesta segunda, a média esperada pelos economistas de mais de 100 instituições financeiras é de alta de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019.

Para 2018, a OCDE manteve a previsão de crescimento de 1,2% feita em setembro, enquanto o mercado financeiro vê alta de 1,36%.

Segundo o relatório, incertezas em torno da implementação de reformas continuam significantes no Brasil e podem atrapalhar a recuperação econômica, mas se elas diminuírem e as reformas avançarem, os investimentos voltarão a crescer.

"Sem uma forte redução de gastos, a sustentabilidade das contas públicas continua em risco, especialmente devido ao aumento das despesas com aposentadorias", afirmou a organização.

PIB Mundial

Para o próximo ano, a OCDE reduziu as projeções de maior parte das maiores economias mundiais. A entidade cortou em dois décimos a previsão de crescimento mundial, a 3,5%. Em junho a estimativa era de 3,9%. Para este ano, a OCDE mantém a projeção de 3,7%.

A OCDE não modificou as previsões para a economia dos Estados Unidos, que prossegue em um dos ciclos de crescimento mais longos de sua história, ao ritmo de 2,9% este ano, e de 2,7%, em 2019.

Para a zona do euro, porém, as economias devem crescer 1,9%, em 2018, e 1,8%, no próximo ano, um décimo a menos em ambos os casos na comparação com as estimativas de setembro. Para a China, a OCDE cortou a previsão de alta para 6,6% em 2018 e 6,3% em 2019.

De acordo com a economista-chefe da OCDE, Laurence Boone, os riscos que envolvem as economias são os mesmos citados em setembro: as tensões comerciais, um aumento das taxas de juros nos EUA mais intenso e que afetaria os países emergentes e uma desaceleração importante da economia chinesa.

De acordo com o órgão, o aumento das taxas de juros em muitos países e uma valorização do dólar resultaram em uma fuga de recursos de economias emergentes e está enfraquecendo suas moedas, enquanto estímulos monetários e fiscais estão sendo retirados progressivamente.

G1.

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