Por causa de impasse, Arthur Lira pode tirar reforma administrativa da CCJ



Essa página teve 32 visualizações


22/04/2021 - 10:06

Por causa de impasse, Arthur Lira pode tirar reforma administrativa da CCJ

Oposição abre polêmica no colegiado sobre o número de audiências públicas, mas presidente da Câmara pondera que debate pode ser feito em comissão especial

 

A reforma administrativa pode ser retirada da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), devido a um impasse com a oposição, que tem atuado para obstruir a sua tramitação — a última polêmica é sobre o número de audiências necessárias antes de votar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

A principal alegação para retirar a proposta do colegiado é que haverá uma comissão especial para tratar da reforma antes de ela ir para votação em dois turnos no plenário, mas opositores discordam da possibilidade.

A presidente da CCJ, Bia Kicis (PSL-DF), e o relator da reforma administrativa, Darci de Matos (PSD-SC), defenderam na terça-feira, 20, a realização de sete audiências públicas sobre o tema, entre 26 de abril e 14 de maio, como havia sido definido em reunião com coordenadores da bancada na comissão. Após esse período, o relator apresentaria o seu parecer. Mas deputados oposicionistas querem a realização de onze sessões de discussão com representantes de várias categorias do serviço público. Para que sejam realizadas essas audiências, a comissão precisa aprovar uma série de requerimentos mas a comissão tem encontrado dificuldade para votar qualquer coisa devido à obstrução da oposição.

Darci de Matos já previa um atraso de dois dias para a votação de seu relatório favorável à reforma, por conta da obstrução, mas para ele é importante agilizar o cronograma. “Como o artigo 202 do Regimento Interno determina que a PEC pode ficar só cinco sessões ordinárias aqui, nós já esgotamos esse prazo. Seria muito ruim para todos nós se a presidência [da Câmara] tivesse que chamar o relatório para o plenário. E pode, regimentalmente”, alertou o deputado na sessão da CCJ de terça-feira, 20.

Também durante a sessão de terça, 20, José Guimarães (PT-CE) criticou a possibilidade. “Ninguém pode levar PEC para o plenário se não houver acordo no colégio de líderes. Não pode ter uma pressão indevida sobre a Comissão de Constituição e Justiça”, disse. Kicis afirmou que não tem sido pressionada, mas que, em conversa com Arthur Lira, o presidente da Casa ponderou que, como haverá a comissão especial, não seriam necessárias as audiências públicas. “Mas eu, desde o início, falei que eu gostaria, sim, que nós tivéssemos audiências aqui sobre a reforma, para abrir o diálogo e dar oportunidade a que todos pudessem falar”, disse Kicis.

Importância

A CCJ é responsável por analisar se as propostas tem legalidade e constitucionalidade antes de o projeto seguir para votação. A reforma administrativa impõe mudanças para novos servidores, como restrição da estabilidade do serviço público e cria cinco tipos de vínculos com o Estado. O texto também aborda leis complementares sobre remuneração, ocupação de cargos de liderança, promoções funcionais e definição das carreiras públicas.

A reforma é considerada extremamente importante pela área econômica do governo. “A demora em resolver essa questão nos obriga a conviver mais tempo com supersalários, privilégios e serviços públicos de baixa qualidade”, afirma Paulo Uebel, ex-secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, que elaborou o projeto na equipe do ministro Paulo Guedes (Economia). Um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) estima que o impacto fiscal com a sua aprovação pode alcançar 403,3 bilhões de reais até 2034.

Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados / Divulgação

Fonte: Veja

       

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Faltando 1 mês, 395 mil ainda não declararam Imposto de Renda em MS

Receita Federal espera receber 650 mil documentos até 29 de maio no Estado

Pesquisa aponta redução no preço do diesel no anel viário de Campo Grande

Análise considera os preços de seis postos situados em regiões estratégicas do anel viário




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---