'Prévia do PIB' aponta que economia cresceu 1,31% em fevereiro



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17/04/2017 - 00:00

O nível de atividade da economia brasileira registrou alta de 1,31% em fevereiro deste ano na comparação com o mês anterior. A chamada "prévia do PIB", consolidada no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), foi divulgada nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central.

A comparação já leva em conta as diferenças sazonais entre os períodos analisados. Sem descontar esses ajustes, o indicador cresceu 0,52% em fevereiro.

Em relação a fevereiro de 2016, porém, foi observada queda de 0,73% sem ajustes sazonais, já que considera períodos iguais. Com ajustes, houve crescimento de 0,48%.

O BC também revisou o IBC-Br com ajuste sazonal para janeiro para um crescimento de 0,62% frente a dezembro. O boletim anterior apontava que o índice havia retraído 0,26%.

No acumulado de 12 meses até fevereiro, a atividade econômica apresenta recuo de 3,56% sem ajustes sazonais e de 3,68% com ajustes.

IBC-Br x PIB

Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. Ele incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

Os resultados do índice, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE. O Banco Central já informou anteriormente que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador útil" para o BC e para o setor privado.

Definição dos juros

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Os juros básicos estão em 11,25% ao ano, após corte de 1 ponto percentual anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na última quarta-feira (12), o quinto consecutivo e maior em 8 anos.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2017, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Neste ano, o mercado financeiro acredita que a inflação oficial ficará abaixo da meta central de 4,5% - algo que não acontece desde 2009. O Banco Central tem dito que mira no centro da meta de inflação de 4,5% nos anos de 2017 e de 2018.

Fonte: G1

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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