O presidente Jair Bolsonaro reconheceu nesta segunda-feira que o governo não poderá dar prosseguimento à Reforma Administrativa, afirmando que o Congresso Nacional “dificilmente avançará” em pautas importantes em 2022.
Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado cancelou, pela quarta vez, a discussão sobre a Reforma Tributária. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na sequência que o projeto é prioridade para um novo mandato do presidente Jair Bolsonaro.
Durante entrevista ao Grupo Liberal, Bolsonaro disse que há “90% de chance” de o ministro da Defesa, general Braga Netto, ser o vice em sua chapa na eleição presidencial deste ano. Comentando sobre o pleito, ele reafirmou que não acredita em pesquisas eleitorais.
Em outro ponto da entrevista, o presidente disse que o fim da bandeira vermelha na conta de luz vai refletir em toda a economia brasileira, sem dar mais detalhes.
Sobre o cenário macroeconômico, Bolsonaro afirmou que haverá inflação ‘pela frente’, citando como principal problema os preços dos alimentos, diante da guerra na Ucrânia. Segundo ele, o conflito trará problemas para o trigo e também para os fertilizantes. Ainda assim, afirmou que o país “tem tudo” para ser autossuficiente.
O presidente também foi questionado sobre as falas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o fato de a população poder “pressionar” deputados e familiares em suas residências. Segundo Bolsonaro, isso fere a liberdade dos parlamentares e sinalizou que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, não pode permitir que fatos como esse ocorram. Ele disse ainda que alguns ministros da Suprema Corte querem censurar as mídias sociais.
Texto: Cintia Thomaz
Edição: Allan Ravagnani e Stéfanie Rigamonti
Foto: Alan Santos/PR
Fonte: TC