Reforma tributária ampla aumentará PIB em 14% em oito anos



Essa página teve 30 visualizações


15/06/2021 - 08:21

Reforma tributária ampla aumentará PIB em 14% em oito anos

Uma reforma tributária ampla, com simplificação do sistema de impostos, terá potencial para ampliar o Produto Interno Bruto (PIB) em14% em oito anos, estima o economista-chefe da gestora de recursos RPS Capital, Gabriel Leal de Barros.

Pelos cálculos dele, no mesmo período, o investimento privado poderá se expandir em 40% e a Formação Fixa de Capital Bruto (FBCF) saltar 6 pontos percentuais do PIB, um impulso e tanto para a atividade.

Segundo o economista, o impacto em termos de simplificação tributária, de melhoria do ambiente de negócios e de redução do contencioso de impostos na Justiça e de risco fiscal contingente é enorme e superior a R$ 1,3 trilhão ou 18% do PIB.

“Diante de inequívocos ganhos em termos de produtividade e crescimento econômico, não há justificativa crível para não aproveitar a janela de oportunidade que o país desfruta no momento, ancorado na melhora do ambiente internacional, com a alta dos preços das commodities, mesmo que temporária”, afirma Barros.

  Baixo crescimento

Para ele, “aproveitar esse cavalo selado é a decisão mais inteligente que o governo e o Congresso devem tomar”. Portanto, acredita o economista, não há mais tempo a perder. As forças políticas devem se unir em prol do país. “Se errarmos, o país poderá amargar mais uma década de baixo crescimento”, frisa.

Barros ressalta que a calibragem dos impostos e a correção de distorções hoje existentes são fundamentais para um regime tributário mais moderno e eficiente. Na visão dele, mais importante do que ampliar, por exemplo, a faixa de isenção do Imposto de Renda, hoje de até R$ 1,9 mil por mês, é acabar com a isenção de tributos sobre a cesta básica e direcionar os recursos não arrecadados pela União para os beneficiários do Bolsa Família,

“Estudo aponta que é possível conciliar responsabilidade fiscal e social ao extinguir a desoneração da cesta básica, que é ineficiente para a redução da desigualdade e da pobreza, e substitui-la pela transferência de 25% para os beneficiários do Bolsa Família. Em termos atualizados, a economia fiscal seria da ordem de R$13 bilhões por ano”, explica.

Ele também defende a redução das deduções dos gastos com saúde e educação do Imposto de Renda, que beneficiam apenas os mais ricos da população, e a tributação, equilibrada, sobre lucros e dividendos.

“Nesse contexto, a qualidade da reforma é absolutamente fundamental, pois é com ela e seus efeitos (positivos ou negativos) correspondentes que o país contará no futuro próximo. Temos que acertar, o país não aguenta mais uma década perdida, de persistência nessa armadilha de baixo crescimento”, sentencia.

 
Foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A.Press Fonte: Blog do Vicente / Correio Braziliense

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

Expectativa é que economia do país cresça 1,85%

Governo divulga novos preços de combustíveis para cálculo do ICMS

Valores definidos pelo Confaz servem de base para tributação estadual e entram em vigor em 1° de maio

Renda comprometida do brasileiro com dívidas atinge nível recorde, diz BC

Quase metade da população está endividada no Brasil




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---