Vendas no comércio recuam 0,9%, a maior queda para maio desde 2001



Essa página teve 26 visualizações


14/07/2015 - 00:00

Pelo quarto mês consecutivo, o comércio brasileiro mostrou resultado negativo. As vendas do varejo recuaram 0,9% em maio, na comparação com abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nessa base de comparação, a retração do comércio é a maior para um mês de maio desde 2001.

Segundo Juliana Vasconcellos, gerente de Serviços e Comércio do IBGE, entre os motivos destacados para o resultado negativo de maio, estão a restrição orçamentária, “que impacta direta o consumo das famílias”, e um dia útil a menos em maio de 2015, em relação a 2014. “De certa forma, atinge as vendas do comércio”.

De abril para maio, a maioria das atividades pesquisadas pelo IBGE mostrou valores menores, por exemplo, móveis e eletrodomésticos recuaram 2,1%; material de construção 3,8%; veículos e motos, partes e peças, 4,6%, e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, 5,5%.

“A renda e o crédito que estavam incentivando o consumo está com uma desaceleração nesse ano de 2015”, afirmou Juliana Vasconcellos. De acordo com ela, a massa de rendimento real do trabalhador caiu 5% de maio de 2014 para 2015.

Em relação a maio do ano passado, as vendas do comércio caíram mais ainda: 4,5%, a maior, nessa base de comparação, para meses de maio desde 2003. Considerando todos os meses do ano, essa é maior baixa desde agosto de 2003, quando foi de 5,7%.

Nessa base de comparação, cinco das oito atividades registraram queda. As que mais contribuíram para o índice foram móveis e eletrodomésticos (-18,5%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,1%), além de tecidos, vestuário e calçados (-7,7%).

De acordo com o IBGE, o maior impacto negativo, entre todas essas quedas, partiu das vendas de móveis e eletrodomésticos. "Este desempenho reflete não só à redução da massa de rendimento e o menor ritmo de crescimento do crédito, mas também o fraco desempenho das vendas em comemoração ao Dia das Mães na comparação maio 2015 com maio 2014."

No comércio varejista ampliado, que também inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, a baixa foi de 10,4%, puxada principalmente pelo desempenho negativo de veículos, motos, partes e peças - na comparação anual, a baixa foi de 22,2%.

"A redução das vends no segmento foi decorrente, entre outros fatores, da gradual retirada dos incentivos via redução do IPI, do menor ritmo na oferta de crédito e da restrição orçamentária das famílias, diante da diminuição real da massa de salários", afirma o IBGE, em nota.

Por região

Das 27 unidades da federação, 25 recuaram na comparação anual, com destaque para Paraíba, com -13,6%; Goiás, -12,6%, e Amazonas, 11,1%.  Já a comparação mensal, os resultados negativos foram vistos em 22 estados, com as maiores retrações vindo do Sergipe, 3,9%, do Amazonas, -3,1%; de Rondônia, 2,7%, e da Paraíba, 1,8%.

Fonte: Agência Brasil

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Imposto de Renda 2026: como declarar doações

Passo a passo como doar no seu Imposto de Renda

IR 2026: chance maior de inclusão no primeiro lote termina domingo

Envio antecipado aumenta possibilidade de restituição ainda em maio

Com setor de serviços em alta, MS soma mais de 14 mil vagas criadas em 2026

No balanço geral, foram registradas 119.537 admissões e 105.507 desligamentos até março deste ano




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---