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Reestruturação das carreiras TAF

Uma proposta de modernização da Administração Tributária de Mato Grosso do Sul.

01 / O BRASIL AVANÇOU

Mato Grosso do Sul está entre os poucos estados que ainda mantêm uma pluralidade de carreiras fiscais.

Enquanto a reestruturação avançou pelo país ao longo de décadas, MS permanece entre os cinco estados apontados pelo levantamento do SINDIFISCAL/MS com uma solução ainda pendente.

Carreiras fiscais no BrasilMato Grosso do Sul, Paraíba, Amapá, Bahia e Pará destacados conforme o levantamento do SINDIFISCAL/MS de março de 2026. Selecione um estado para consultar a tabela.Acre · Marco histórico: 2006Alagoas · Marco histórico: 2002Amazonas · Marco histórico: 2002Amapá · Solução pendente no levantamentoBahia · Solução pendente no levantamentoCeará · Marco histórico: 2026Espírito Santo · Marco histórico: 1992Goiás · Marco histórico: 2016Maranhão · Marco histórico: 1988Minas Gerais · Marco histórico: 2005Mato Grosso do Sul · Solução pendente no levantamentoMato Grosso · Marco histórico: 2020Pará · Solução pendente no levantamentoParaíba · Solução pendente no levantamentoPernambuco · Marco histórico: 1998Piauí · Marco histórico: 2005Paraná · Marco histórico: 2002Rio de Janeiro · Marco histórico: 1978Rio Grande do Norte · Marco histórico: 1990Rondônia · Marco histórico: 1988Roraima · Marco histórico: 1988Rio Grande do Sul · Marco histórico: 1997Santa Catarina · Marco histórico: 2000Sergipe · Marco histórico: 2025São Paulo · Marco histórico: 1965Tocantins · Marco histórico: 2005Distrito Federal · Marco histórico: 2011MSPBAPBAPA
Com solução registrada no levantamentoSolução pendente · MS, PB, AP, BA e PA
UM ATRASO QUE PRECISA SER SUPERADO

Uma exceção que MS não deveria mais ser.

5das 27 unidades da Federação
com solução pendente no levantamento

MS, PB, AP, BA e PA compõem esse grupo. Em Mato Grosso do Sul, a separação entre Fiscal Tributário Estadual e Auditor Fiscal da Receita Estadual mantém estruturas paralelas que o sindicato busca reorganizar.

Para o SINDIFISCAL/MS, permanecer nessa posição é um atraso inaceitável do ponto de vista da gestão pública e da modernização do serviço público. A unificação é uma proposta de organização do Estado e fortalecimento da Administração Tributária.

Neste projeto, são consideradas apenas as carreiras fiscais com competência para o lançamento tributário, nos termos do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), e que exigem o mesmo nível de escolaridade para ingresso.

02 / O DIAGNÓSTICO

Duas carreiras.
Uma discussão estrutural.

O projeto defende a revisão de um modelo em que atribuições próximas convivem em estruturas distintas. Explore os três eixos do diagnóstico.

01

Competências
que se aproximam

Há sobreposição nas atividades de fiscalização, arrecadação e atendimento ao contribuinte.

Comparar atribuições
02

Uma gestão
mais integrada

A proposta reúne as carreiras em uma estrutura única, com competências e gestão de pessoal alinhadas.

Ver o modelo proposto
03

O novo contexto
da tributação

A transição para o IBS é uma oportunidade para repensar a organização da administração tributária.

Explorar a transição
02 / MS EM PERSPECTIVA

Um dos Fiscos mais inchados
da Federação

Na avaliação do SINDIFISCAL/MS, o atraso na reestruturação mantém MS com um Fisco superdimensionado em relação à população e à base de contribuintes. Os indicadores permitem comparar o tamanho dos quadros fiscais por habitante, por inscrições estaduais e em números absolutos.

Servidores por 100 mil habitantes

MS em destaque
03 / A MUDANÇA PROPOSTA

Veja o que muda
no desenho institucional.

Selecione um modelo e compare a organização das carreiras. Os resultados previstos são objetivos do projeto, sujeitos à implementação.

02

Carreiras distintas

Auditor Fiscal da Receita Estadual e Fiscal Tributário Estadual.

*Estrutura de referência do projeto: março de 2026.
Quais atribuições são comparadas?

A tabela abaixo compara as atribuições das duas carreiras. Ela não substitui as normas de competência de cada cargo.

Comparativo de atribuições
AtividadeAuditor FiscalFiscal Tributário
Fiscalização de contribuintesSimSim
Constituição do crédito tributárioSimSim
Controle da arrecadaçãoSimSim
Contencioso administrativo tributárioSimSim
Declarações e obrigações acessóriasSimSim
Fiscalização e autuação de IPVA e ITCDSimSim
Auditorias de estabelecimentos — ICMSSimRestrição de competência
Atendimento e orientaçãoSimSim
Planejamento e inteligência fiscalSimSim
04 / SEGURANÇA DOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS

O que está
em discussão
também é receita.

Disputas sobre a competência para lavrar autos de infração podem gerar riscos de cancelamento de créditos e devolução de valores.

GUERRA FUNCIONAL QUE CUSTA CARO AO ERÁRIO
R$ 1,066 bi

Créditos perdidos ou com risco de serem restituídos em razão da guerra funcional por atribuições.

O total reúne créditos tributários perdidos e uma projeção de perdas futuras; não representa economia garantida pela proposta. *Períodos de referência: março de 2026.

05 / O HORIZONTE DA TRANSIÇÃO

Preparar hoje.
Olhar para 2033.

A reestruturação se insere na passagem do ICMS para o IBS. Explore as três etapas do cronograma.

TRANSIÇÃO

Tempo de adaptar a estrutura.

O período de 2026 a 2032 é de coexistência e transição entre modelos. É nesse horizonte que o projeto propõe a revisão das carreiras estaduais.

06 / ENTENDA A PROPOSTA

Perguntas
que importam.

A reestruturação atinge os aposentados? +

Sim. O projeto prevê que todos os Auditores e Fiscais aposentados sejam alcançados pela reestruturação.

E como ficam os Auditores e Fiscais que ingressaram sem exigência de ensino superior? +

O projeto de unificação prevê alcançar igualmente os Auditores e Fiscais da ativa e aposentados, inclusive os que ingressaram quando não se exigia ensino superior.

A jurisprudência do STF oferece precedentes relevantes sobre a reestruturação de carreiras fiscais: a ADI 4.730/DF e a ADI 4.214/TO. Nessas decisões, a Corte examinou a compatibilidade das atribuições, da remuneração e dos requisitos de ingresso, considerando a evolução das carreiras. No caso do Tocantins, reconheceu a validade da unificação envolvendo os antigos Agentes de Fiscalização e Arrecadação.

Esses precedentes fundamentam a defesa da proposta pelo SINDIFISCAL/MS. Sua aplicação ao projeto de MS depende das características da reestruturação e da observância dos critérios constitucionais; não se trata de uma decisão do STF sobre a minuta estadual.

Consultar ADI 4.730/DF no STF ↗
Consultar ADI 4.214/TO no STF ↗

A fundamentação jurídica geral da reestruturação também está reunida no parecer de Felini e Garcia Advogados Associados, elaborado para o SINDIFISCAL/MS. O documento analisa a evolução das carreiras e os requisitos de escolaridade, atribuições e remuneração, e conclui pela viabilidade jurídica da unificação.

Consultar o parecer jurídico completo (PDF)

A reestruturação é constitucional e legal?

Sim. O parecer jurídico elaborado para o SINDIFISCAL/MS pelos advogados Fabricio Felini e Ygreville Gasparin Garcia, do escritório Felini e Garcia Advogados Associados, conclui pela viabilidade jurídica da unificação dos cargos de Fiscal Tributário Estadual (FTE) e Auditor Fiscal da Receita Estadual (AFRE), observados os limites constitucionais e legais.

A análise considera presentes a afinidade das atribuições, a identidade dos requisitos de escolaridade e a semelhança remuneratória entre os cargos, com base na jurisprudência do STF examinada no documento.

Consultar o parecer jurídico completo (PDF)

Qual é a mudança central? +

O projeto propõe reunir Auditor Fiscal da Receita Estadual e Fiscal Tributário Estadual em uma carreira de Auditor Fiscal Tributário Estadual, com competências e gestão unificadas. Trata-se de uma proposta de reestruturação, ainda sujeita à aprovação.

A proposta trata de reajuste salarial? +

O projeto tem como objetivo a modernização institucional e contempla a revisão da estrutura remuneratória e da progressão. A proposta não inclui uma tabela salarial detalhada da nova carreira.

A unificação garante economia ou elimina riscos jurídicos? +

A economia e a redução dos riscos jurídicos são objetivos do projeto. Não há cálculo consolidado de economia futura nem garantia de eliminação de todos os questionamentos jurídicos. Os R$ 1,066 bilhão representam a soma de uma exposição informada e uma projeção, não uma economia calculada.

Como MS é comparado aos demais estados? +

O comparativo utiliza número de servidores, população, contribuintes e relação entre folha líquida e arrecadação do ICMS. Esses indicadores descrevem dimensões da estrutura; isoladamente, não medem produtividade nem demonstram excesso de servidores.

O panorama do projeto classifica cinco UFs como mantendo carreiras duais, conforme o recorte de carreiras e os critérios indicados nesta página.

TRANSPARÊNCIA DOS DADOS

Critérios e
metodologia.

Esta página reúne o diagnóstico e os objetivos do projeto de reestruturação das carreiras fiscais do SINDIFISCAL/MS. Consulte os critérios utilizados nos comparativos.

Como os indicadores são calculados +
  • Quadro de pessoal: 171 auditores + 424 fiscais = 595 servidores.
  • Por habitante: número de servidores dividido pela população de referência, multiplicado por 100.000. A data da base populacional ainda precisa de confirmação. A densidade não mede isoladamente a eficiência.
  • Custo relativo: a comparação combina folha líquida de janeiro de 2026 com arrecadação média mensal de 2023, não o custo total da administração tributária. A linha de FTE/MS isolada foi excluída para não duplicar MS; o Piauí não tem indicador disponível.
  • Minas Gerais: quantitativo corrigido para 1.262 servidores ativos, conforme atualização informada ao SINDIFISCAL/MS em 16/10/2026. Os indicadores por habitante e por inscrições estaduais foram recalculados com as bases deste comparativo. O custo relativo de MG foi reestimado mantendo a remuneração média de R$ 31.711,14 e a arrecadação mensal de ICMS de referência do projeto; não representa uma nova apuração da folha efetivamente paga.
  • São Paulo: indicador de custo relativo de 0,60%.
  • Por contribuinte: o comparativo é calculado de forma uniforme para as 27 UFs. Fórmula: fiscais ÷ cadastros × 100.000. Em MS, 595 ÷ 204.583 × 100.000 = 290,84. A base considera contribuintes cadastrados, sem confirmação de que todos estejam ativos.
  • Exposição: R$ 566 milhões + R$ 500 milhões = R$ 1,066 bilhão. O total corresponde a cerca de R$ 1 bilhão.
CONHEÇA A PROPOSTA

Documentos da
reestruturação

Consulte a minuta apresentada pelo SINDIFISCAL/MS e o parecer jurídico sobre a constitucionalidade e a legalidade da unificação das carreiras fiscais.

PROPOSTA DO SINDIFISCAL/MS

Reestruturação das
carreiras fiscais

Estado de Mato Grosso do Sul

MINUTA DO PROJETOTEXTO INTEGRAL